PUBLICIDADE
Topo

Esporte

Presidente do Boca chama gol anulado contra o Galo de "falha inexplicável

21/07/2021 22h03

Buenos Aires, 21 jul (EFE).- O presidente do Boca Juniors, Jorge Amor Ameal, se manifestou nesta quarta-feira com duras críticas pela anulação de gol da equipe durante a partida em que o Atlético Mineiro avançou nos pênaltis às quartas de final da Taça Libertadores.

"O Club Atlético Boca Juniors, Instituição de 116 anos de história, sofreu nesta eliminatória contra o Atlético Mineiro duas falhas inexplicáveis, anulando gols legais que destruíram o espírito esportivo do torneio de maior prestígio do continente", afirmou o dirigente, em comunicado divulgado hoje pelo clube argentino.

Ontem, no Mineirão, o Galo avançou ao vencer nos pênaltis por 3 a 1, após empate sem gols no tempo normal, resultado que já havia acontecido na partida de ida, em Buenos Aires.

O Boca questiona dois gols anulados pelo sistema de árbitro de vídeo, que aconteceram tanto na partida de ida, quanto na de volta.

"Nossos associados, torcedores, jogadores e comissão técnica foram prejudicados de forma cruel, com interpretação maliciosa e mal-intencionada da tecnologia do VAR. O caso marca um fato sem precedentes, por ser o único caso em que se ganha os dois jogos de uma eliminatória, você está eliminado", afirmou Ameal.

"Situações com as vividas nos últimos compromissos deixam manifesta a forma tendenciosa de conduzir nosso futebol continental", completou o dirigente.

Além disso, o presidente do Boca também criticou o presidente do Atlético Mineiro, Sergio Coelho, o acusando de utilizar "expressões violentas e ameaçadoras durante vários dias", antes da partida disputada nesta terça-feira.

Em entrevista à "ESPN" argentina, Ameal ainda defendeu que o segundo duelo com o Galo fosse disputado novamente, e informou que já solicitou o adiamento da partida com o Banfield, no sábado, pelo Campeonato Argentino, pois os atletas 'xeneizes não estariam em condição de atuar".

BRIGA NO MINEIRÃO.

A delegação do Boca Juniors perdeu o voo de volta à Buenos Aires após briga que começou ainda nos vestiários do Mineirão, após a eliminação na Libertadores, com isso, só poderá voltar para a Argentina quando os envolvidos prestarem depoimento em delegacia de Belo Horizonte.

A confusão foi provocada por integrantes do clube argentino, que precisaram ser contidos por policiais logo depois da derrota. Vários jogadores do Boca, inclusive, foram encaminhados para unidade da Polícia Civil da capital mineira, onde acabaram dormindo.

A revolta 'xeneize' começou com a anulação de um gol que poderia ter dado a classificação às quartas de final, em que as imagens do VAR foram avaliadas pela arbitragem e indicaram a irregularidade.

Depois de agressões contra dirigentes, funcionários e jogadores do Galo, assim como da segurança do estádio e policiais, membros do Boca vandalizaram grades de proteção, caixa de som e outros objetivos, além de terem jogado garrafas com água nos adversários.

O Boca tinha voo marcado para meia-noite de ontem (horário de Brasília), mas por causa da confusão, precisou adiar a viagem e só poderá embarcar quando os pivôs da briga tenham prestado esclarecimentos junto às autoridades.

Até o momento, pelo menos oito integrantes da delegação 'xeneize' foram identificados nas câmaras de segurança do Mineirão, o que levarão a serem acusados por agressão e danos ao patrimônio.

Esporte