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Sevilla critica Superliga: "Baseada exclusivamente em parâmetros econômicos"

19/04/2021 23h26

Sevilha (Espanha), 19 abr (EFE).- A diretoria do Sevilla criticou nesta segunda-feira a criação da Superliga Europeia por 12 clubes, incluindo três espanhóis, Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madrid, por se basear mais em aspectos econômicos que esportivos e pela tentativa de se emancipar da Uefa.

"É uma liga baseada exclusivamente em parâmetros econômicos e fora do escopo de ação da Uefa, uma instituição que reúne as diferentes associações nacionais de futebol continental. Seria uma competição organizada e administrada privadamente por clubes europeus de diferentes países", declarou o clube da cidade de Sevilha em comunicado.

"Uma competição como a proposta, na qual a participação é por convite, vai completamente contra o espírito do esporte em geral e do futebol tradicional em particular. Esta abordagem é manifestamente contrária ao nosso DNA de nunca desistir e nos colocarmos desafios cada vez mais ambiciosos, com a ideia de superá-los todos os dias em campo", completou o hexacampeão e atual vencedor da Liga Europa.

O Sevilla ocupa atualmente a décima colocação do ranking da Uefa e, além das seis conquistas da Liga Europa, tem uma Supercopa Europeia. O clube enalteceu a Uefa por dialogar antes realizar mudanças, como as anunciadas hoje para a Liga dos Campeões a partir de 2024.

"Esta Superliga só serviria para prejudicar o futebol em geral e o resto dos times. Afetaria severamente a sociedade e puniria a grande maioria dos verdadeiros torcedores de futebol, que ficariam sem a verdadeira essência deste esporte: a ilusão de desfrutar de seu time e vê-lo competir pelas mais altas aspirações", alertou na nota oficial.

Com a adesão do Sevilla, os seis clubes profissionais da Andaluzia se juntaram a La Liga, responsável pelas duas primeiras divisões do Campeonato Espanhol, na condenação à organização da Superliga. Betis, Granada, Cádiz, Málaga e Almería já haviam se posicionado na mesma direção.

"Entendemos que as mudanças fornecem uma base sólida para todos os clubes europeus, mas estas elas devem ser sempre desenvolvidas no âmbito da discussão entre as associações envolvidas, os clubes e as ligas, sem excluir nenhum grupo e com uma visão global de proteger o ecossistema geral do futebol", reforçou o Sevilla.

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