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Primeiro-ministro do Japão mantém intenção de realizar Jogos Olímpicos

O primeiro-ministro Shinzo Abe garantiu que existe a intenção de que os Jogos Olímpicos de Tóquio sejam mantidos - Charly Triballeau/AFP
O primeiro-ministro Shinzo Abe garantiu que existe a intenção de que os Jogos Olímpicos de Tóquio sejam mantidos Imagem: Charly Triballeau/AFP

17/03/2020 16h29

Tóquio, 17 mar (EFE).- O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, garantiu nesta terça-feira que existe a intenção de que os Jogos Olímpicos de Tóquio, marcados para acontecer entre 24 de julho e 9 de agosto, sejam mantidos conforme a programação inicial de datas e competições, apesar da pandemia de coronavírus.

O chefe de governo fez a afirmação durante conversa com outros líderes do G7, grupos de país também composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália e Reino Unido. Os ministros japoneses que detalharam o contato, também adotaram a mesma postura, apesar da pandemia provocada pelo novo coronavírus.

Abe, segundo a imprensa local, disse ter recebido dos demais representantes do G7 a aprovação para disputar as competições olímpicas "de uma forma completa" e garantiu que isso permitirá ao mundo "superar" a tensão provocada pela pandemia do coronavírus.

A ministra para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Japão, Seiko Hashimoto, pouco depois da fala do primeiro-ministro, explicou que a ideia é manter todo o calendário de eventos e que todos aconteçam com expectadores nos estádios, arenas, ginásios, entre outras instalações.

Na última quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que lamentou a possibilidade de os Jogos Olímpicos acontecerem com arquibancadas vazias, por isso, sugeriu a possiblidade de adiamento para 2021.

Hoje, Abe garantiu que a conversa de hoje não falou sobre mudar a data do evento poliesportivo.

"O governo trabalhará próximo ao Comitê Olímpico Internacional (COI), ao Comitê Local e às autoridades de Tóquio, para nos prepararmos, com o objetivo de que os Jogos aconteçam como o previsto", disse o ministro porta-voz do gabinete, Yoshihide Suga.

Até o momento o COI mantém a programação do evento, embora tenha apontado recentemente que manteria contato constante com a Organização Mundial de Saúde (OMS), para seguir as recomendações recebidas.

Caminha da Tocha

Nesta terça-feira, o diretor geral do Comitê Local, Toshiro Muto, pediu que as pessoas não saiam às ruas para acompanhar o revezamento da tocha olímpica, que está previsto para começar no próximo dia 26, na cidade de Fukushima, em cerimônia que seria aberta ao público.

"Nos vemos obrigados a pedir a todos que não vão às ruas para ver a chama olímpica. Queremos garantir a segurança durante todo o percurso", afirmou o dirigente esportivo, que revelou ter adotado a medida com concordância do COI.

Todos os atos durante o trajeto tiveram a presença de público proibida pelas prefeituras de Fukushima, Tochigi e Gunma, por onde a tocha seria levada até o fim desse mês. O Comitê Local ainda estuda como procederá até o fim do revezamento, que culminará com o acendimento da pira olímpica, na Abertura dos Jogos, em 24 de julho.

O pedido de hoje chega depois que a Grécia suspendeu o percurso da chama pelo país, devido a crise provocada pelo novo coronavírus. O revezamento começou na última quinta-feira, com o acendimento da tocha, nas ruínas de Olimpia.

Caso Positivo

O vice-presidente do Comitê Olímpico do Japão e também presidente da federação de futebol do país, Kozo Tashima apresentou resultado positivo para o novo coronavírus, segundo informou nesta terça-feira a emissora pública de televisão "NHK".

De acordo com as primeiras informações, o dirigente voltou recentemente ao país natal, após fazer viagem em que passou por Reino Unido, Holanda e Estados Unidos, onde participou de diversas reuniões e acompanhou algumas partidas de futebol entre o fim de fevereiro e o início deste mês.

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