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Torcedores de Flamengo e River tomam Lima a 4 dias da final da Libertadores

19/11/2019 18h45

Lima, 19 nov (EFE).- Os torcedores do Flamengo e do River Plate começaram a deixar sua marca nas ruas de Lima nesta terça-feira, a quatro dias de os dois times se enfrentarem no Estádio Monumental, na primeira final em partida única da história da Taça Libertadores.

Ao redor do Parque Kennedy, no centro do bairro de Miraflores, na capital peruana, os torcedores brasileiros e argentinos já estão exibindo as cores dos seus clubes, embora, ao menos no momento, os representantes do Fla estejam em vantagem em relação aos 'hinchas' do atual campeão continental.

"Acho que a tendência é que eles sejam mais por causa do número de fãs que têm. São 40 milhões, e eles não jogam a final da Libertadores há muito tempo", disse à Agência Efe Ramiro, torcedor dos 'Millonarios' que chegou recentemente de Buenos Aires a Lima.

Ele estava acompanhado de Agustín, da cidade argentina de Córdoba, mas os dois se encontraram em Mendoza e então pegaram um ônibus para Santiago e depois um avião para Lima.

UMA TROCA CARA PARA OS ARGENTINOS.

"A mudança de local também não ajuda", considera Ramiro. Isso porque muitos torcedores do River já haviam reservado viagem para Santiago, onde a final seria inicialmente disputada até a crise social que o Chile atravessa, com protestos há mais de um mês, o que levou a partida decisiva para Lima.

"Íamos para o Chile porque é muito mais perto do que Lima, obviamente. Agora, a viagem tem sido muito mais longa e cara, mas a gente faz o que pode para estar na final", afirmou.

Ramiro disse que a depreciação do peso argentino em relação ao dólar no ano passado é uma desvantagem para os torcedores do time de Buenos Aires para se deslocar até a capital peruana, especialmente depois de ter vivido há menos de um ano a final em Madri, onde os comandados de Marcelo Gallardo bateram o rival Boca Juniors para faturar o tetra.

DE ÔNIBUS RUMO À FINAL.

Outros torcedores do River que chegaram ao Peru hoje foram Omar e Axel, também de Buenos Aires, que andavam de mãos dadas pelo Parque Miraflores com suas camisetas 'La Banda', depois de terem viajado de ônibus da capital argentina para Santiago e daí de avião para Lima.

"Há muitas pessoas que já haviam adquirido ingressos para Santiago", afirmou Omar, que vai experimentar a sua primeira final da Libertadores fora da Argentina, embora tenha viajado ao exterior em outras ocasiões para apoiar o time do coração.

Com relação ao maior número de torcedores do Flamengo na cidade no momento, o argentino lembrou que todos os ingressos disponíveis para a final no River foram esgotados e que muitos decidiram viajar da Argentina para Lima por terra, em uma viagem que pode durar mais de três dias.

FLAMENGO PEDE APOIO DE PERUANOS.

A poucos metros de distância estava Vladimir Correa, torcedor rubro-negro, que lembrou que os torcedores da equipe carioca chegam a 40 milhões de pessoas.

"É quase a população da Argentina. Mas para o jogo os ingressos são divididos igualmente, então espero que os peruanos nos ajudem e incentivar o Mengão", declarou.

Quem também andava pela região usando o manto é Siani, torcedora do Flamengo que viajou do Rio de Janeiro para ver o atual campeão carioca fora do Brasil pela primeira vez e cuja devoção pelo clube está no sangue.

O JOGO DE SUAS VIDAS.

"Não poderíamos deixar de vir, é o jogo das nossas vidas. É um momento histórico para todos os flamenguistas. Minha família é toda flamenguista, que vibra o tempo todo em cada partida. São 38 anos sem chegar à final (da Libertadores), e isso faz com que seja histórico", explicou Siani à Efe.

O fato de caminhar com a ajuda de uma muleta não a deixou para trás no momento de acompanhar o Flamengo na final. "Foi muito difícil trocar a passagem de avião do Chile para o Peru, mas chegamos a tempo", relatou. "É uma grande emoção estar aqui e conhecer outros flamenguistas durante a viagem. O Flamengo é isso, é tudo emoção", completou.

A expectativa é grande e crescente em intensidade, mas apenas os torcedores de um dos times voltarão felizes para seu país, enquanto os outros terão que retornar com um gosto amargo na boca. EFE

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