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Hamilton busca o hexa em 2º ano seguido sem brasileiros na F-1

13/03/2019 19h40

Sebring (EUA), 13 mar (EFE).- Após ter igualado as cinco conquistas do argentino Juan Manuel Fangio no ano passado, o britânico Lewis Hamilton começará neste fim de semana, no Grande Prêmio da Austrália, que abrirá a temporada 2019 da Fórmula 1, a busca pelo sexto título mundial, o que o deixaria a um de repetir o feito do recordista Michael Schumacher.

Hamilton, de 34 anos, liderou em 2018 a quinta dobradinha da Mercedes, equipe que faturou o campeonato de pilotos e o de construtores, e parte como favorito ao título, apesar do esforço das concorrentes, sobretudo Ferrari e Red Bull, para superarem as 'flechas de prata'.

O britânico é o cara a ser batido em um grid que, pelo segundo ano seguido, não terá brasileiros. Desde a saída de Felipe Massa da categoria, no fim de 2017, nenhum outro piloto do país disputou uma corrida na principal categoria do automobilismo. Neste ano, porém, há representantes entre os pilotos de testes: Sergio Sette Câmara, pela McLaren, e Pietro Fittipaldi, neto do bicampeão mundial Emerson Fittipaldi, no cockpit da Haas.

HAMILTON TEM APENAS SCHUMACHER PELA FRENTE.

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Hamilton vinha empatado em quatro títulos com o francês Alain Prost, principal rival do brasileiro Ayrton Senna nos anos 80 e no começo dos anos 90, e com o alemão Sebastian Vettel, multicampeão no auge da Red Bull, de 2010 a 2013, mas que ainda não conseguiu triunfar na Ferrari. Agora, o alemão Michael Schumacher, dono de sete conquistas, é quem está na alça de mira do britânico.

O alemão, convalescente ainda do grave acidente de esqui que sofreu no final de 2013 nos Alpes franceses, ganhou seus dois primeiros títulos em 1994 e 1995, com Benetton e junto ao italiano Flavio Briatore, além disso descobridor de Alonso para a F-1.

O 'Kaiser' encadeou outros cinco títulos com Ferrari (2000-04), antes de ser deposto pelo espanhol, que ganhou seus dois Mundiais (2005 e 2006) com Renault.

FERRARI E RED BULL, NOVAMENTE AS PRINCIPAIS RIVAIS DA MERCEDES.

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Com um carro teoricamente melhor, Vettel não foi capaz de superar o piloto nascido em Stevenage, no Reino Unido, desencadeando uma crise na Ferrari. A escuderia italiana não é campeã desde 2007, quando o finlandês Kimi Raikkonen faturou o título, e não vence diante de sua torcida em Monza desde 2010, quando o fez com o espanhol Fernando Alonso - que, por sinal, se despediu da Fórmula 1 em 2018, após 17 anos e um bicampeonato conquistado.

A seca levou a mudanças. Maurizio Arrivabene deixou o time, e o cargo de chefe da equipe mais vitoriosa da história da principal categoria do automobilismo agora é ocupado por Mattia Binotto. Além disso, o companheiro de Vettel foi trocado com a chegada do promissor monegasco Charles Leclerc.

Raikkonen agora pilotará para a Alfa Romeo, montadora que volta ao grid após 34 anos. A equipe substitui a Sauber, pela qual o finlandês havia despontado em 2001.

A expectativa é grande, já que dos oito dias de testes em Montmeló, na Espanha, a Ferrari foi líder em quatro. Além disso, Vettel fez o melhor tempo de toda a pré-temporada.

A Mercedes, no entanto, não está tão longe. Logo depois, vem a Red Bull, que ainda sonha transformar o holandês Max Verstappen, de 21 anos, no mais jovem campeão da história. A escuderia austríaca sonha alto com a nova fornecedora de motores, a Honda, e com o francês Pierre Gasly na vaga do australiano Daniel Ricciardo, que se mudou para a Renault.

UM CAMPEONATO COM 21 CORRIDAS, INCLUINDO O GP DO BRASIL.

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O campeonato começará neste fim de semana no circuito semiurbano de Albert Park, em Melbourne, uma pista de 5.303 metros na qual os pilotos darão 58 voltas no próximo domingo, percorrendo 307,5 quilômetros. Na sexta-feira (noite de quinta no horário de Brasília), terão início os treinos livres, com pneus duros, médios e macios. No sábado, será realizado o treino classificatório, e no domingo será dada a largada para a temporada às 2h10 (de Brasília).

O Mundial será encerrado apenas no dia 1º de dezembro, em Abu Dhabi. Duas semanas antes, será realizada mais um Grande Prêmio do Brasil, presente no calendário desde 1973 e que desde 1990 acontece no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

GRANDE PRÊMIO DE MÔNACO PODE TER VENCEDOR MONEGASCO PELA 1ª VEZ.

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Charles Leclerc, melhor estreante do ano passado, deu um grande salto e, nesta temporada, aos 21 anos, pilotará uma Ferrari e terá a chance de se tornar o primeiro monegasco a vencer o prestigiado Grande Prêmio de Monaco, marcado para o dia 26 de maio.

O Mundial contará neste ano com três 'rookies': o tailandês Alexander Albon, da Toro Rosso, e os ingleses George Russell e Lando Norris, que correrão por Williams e McLaren, respectivamente.

KUBICA VOLTA AO GRID DA F-1 APÓS GRAVE ACIDENTE.

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Único polonês a ter vencido o GP de Fórmula 1, no Canadá em 2008, Robert Kubica está de volta ao grid. Ele foi piloto de testes da Williams no ano passado e agora será companheiro de George Russel. Os dois substituem o canadense Lance Stroll - que foi para a Racing Point, antiga Force India e cujo proprietário é seu pai - e o russo Sergey Sirotkin, sem vaga na categoria.

O piloto nascido na cidade de Cracóvia sofreu em fevereiro de 2011 um gravíssimo acidente no rali Ronde di Andora, na Itália, que interrompeu sua trajetória ascendente na Fórmula 1. Porém, a missão não será das mais simples, já que a Williams vem tendo problemas há alguns anos e, em 2019, se atrasou na montagem do carro, o que a deixou de fora dos primeiros testes de pré-temporada. EFE

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