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Campeã olímpica no Rio é suspensa por atrapalhar investigação de doping

Jemima Sumgong, campeã da maratona feminina na Rio-2016 - A. Hassenstein/Getty Images
Jemima Sumgong, campeã da maratona feminina na Rio-2016 Imagem: A. Hassenstein/Getty Images

25/01/2019 20h36

A queniana Jemima Sumgong, campeã da maratona nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, foi suspensa por oito anos por mentir e dificultar a investigação do caso em que foi flagrada em exame antidoping por uso de eritropoietina (EPO).

O anúncio da punição foi feito nesta sexta-feira pela Unidade de Integridade do Atletismo, que acusou a fundista de entregar dados falsos para os responsáveis pelo inquérito.

Primeira queniana campeã olímpica da maratona, Sumgong testou positivo para EPO em um teste fora de competições, cinco meses após a vitória no Rio, o que já rendeu pena de quatro anos de suspensão.

A atleta apresentou documentos falsos, segundo o tribunal disciplinar da IAAF, de um tratamento recebido em hospital, devido a uma gravidez extra-uterina. A defesa apontava que os procedimentos médicos justificariam a presença de eritropoietina no organismo da queniana.

A investigação comprovou que Sumgong não foi internada na unidade mencionada nas datas indicadas e considerou que houve deliberada intenção de dificultar os trabalhos sobre o caso de doping, o que resultou na suspensão por mais quatro anos.

A fundista, de 34 anos, já havia sido alvo de gancho, por dois anos, após dar positivo por uso de prednisolona, um esteroide anabolizante, em 2012. Posteriormente, a pena foi reduzida pela metade.

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