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Advogado confirma prisão em Budapeste de fonte do site "Football Leaks"

25/01/2019 15h16

Berlim, 25 jan (EFE).- O hacker português Rui Pinto detido em Budapeste, na Hungria, acusado de extorquir clubes de futebol e empresas, é uma das pessoas que forneceu documentos "Football Leaks", confirmou o advogado, William Bourdon, que também defende Edward Snowden, à revista alemã "Der Spiegel".

O responsável pela defesa explicou que o cliente atuava sob o pseudônimo de "John" e obteve 70 milhões de documentos, alguns, inclusive, acabaram originando ações judiciais por sonegação de impostos.

Bourdon reconheceu que Pinto, de 30 anos, tentou extorquir há quase quatro anos a agência de jogadores Doyen Sports, exigindo dinheiro para não publicar informações comprometedoras, mas, classificou a questão como "briga de meninos" e ainda informou que o português acabou recusando o dinheiro e confessando o crime.

O advogado explicou que o hacker vem cumprindo todos os requisitos para que o Tribunal Europeu de Direitos Humanos o considera um difusor de segredos de inteeresse público (whistle-blower), pois, graças a revelações do "Football Leaks", foi possível recuperar milhões de euros.

Para Bourdon, se a Pinto for extraditado, promotores e fiscais fazendários de diversos países perderão a oportunidade de examinar todos os documentos para avaliar casos de sonegação, além de convocar o português como testemunha.

O advogado ainda destacou que o detido em Budapeste no dia 16 de janeiro não é a única fonte de informações do "Football Leaks". Em Portugal, Pinto é acusado de ataques cibernéticos com o objetivo de extorquir empresas e entidades, inclusive, os três grandes clubes do futebol local, Benfica, Porto e Sporting. EFE

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