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Americano se torna 1º homem a cruzar a Antártida a pé, sozinho e sem ajuda

Colin O"Brady registrou a aventura nas redes sociais - Reprodução/Instagram
Colin O'Brady registrou a aventura nas redes sociais
Imagem: Reprodução/Instagram

27/12/2018 10h22

O americano Colin O'Brady se tornou na quarta-feira o primeiro homem a atravessar a Antártida a pé, sozinho e sem assistência depois de uma aventura que levou 54 dias e 1.500 quilômetros.

O'Brady completou o percurso após um último impulso quase ininterrupto de 32 horas e 124 quilômetros que começou no dia 25 de dezembro.

O início da travessia foi no dia 3 de novembro no Acampamento Geleira União, após o americano, de 33 anos, partir dias antes da cidade de Punta Arenas, no Chile.

Na disputa com o capitão do Exército britânico Louis Rudd, de 49 anos, que levou a melhor nos primeiros dias, O'Brady ultrapassou o rival em 9 de novembro.

Rudd ainda segue na rota e pode se tornar o segundo homem a completar o desafio a pé, sozinho, sem assistência e sem ajuda do vento. Outros tentaram o feito antes dele, como o ex-militar britânico Henry Worsley, que morreu faltando 200 quilômetros.

O'Brady compartilhou nesta quinta-feira no Instagram um texto e uma foto da plataforma de gelo Ross: "onde a superfície da Antártida termina e o oceano de gelo começa".

"Quando empurrei o meu trenó através desta linha invisível alcancei meu objetivo: me tornei a primeira pessoa na história a atravessar a Antártida de costa a costa sem apoio nem ajuda", disse o americano.

Day 54: FINISH LINE!!! I did it! The Impossible First ✅. 32 hours and 30 minutes after leaving my last camp early Christmas morning, I covered the remaining ~80 miles in one continuous “Antarctica Ultramarathon” push to the finish line. The wooden post in the background of this picture marks the edge of the Ross Ice Shelf, where Antarctica’s land mass ends and the sea ice begins. As I pulled my sled over this invisible line, I accomplished my goal: to become the first person in history to traverse the continent of Antarctica coast to coast solo, unsupported and unaided. While the last 32 hours were some of the most challenging hours of my life, they have quite honestly been some of the best moments I have ever experienced. I was locked in a deep flow state the entire time, equally focused on the end goal, while allowing my mind to recount the profound lessons of this journey. I’m delirious writing this as I haven’t slept yet. There is so much to process and integrate and there will be many more posts to acknowledge the incredible group of people who supported this project. But for now, I want to simply recognize my #1 who I, of course, called immediately upon finishing. I burst into tears making this call. I was never alone out there. @jennabesaw you walked every step with me and guided me with your courage and strength. WE DID IT!! We turned our dream into reality and proved that The Impossible First is indeed possible. “It always seems impossible until it’s done.” - Nelson Mandela. #TheImpossibleFirst #BePossible

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"Se bem que as últimas 32 horas foram algumas das mais difíceis da minha vida e, honestamente, (também) foram alguns dos melhores momentos que experimentei", disse.

Embora O'Brady tenha percorrido 1.500 quilômetros para completar a travessia que começou no Acampamento Geleira União e terminou na plataforma de gelo de Ross passando pelo polo sul, o trajeto poderia ser feito em 1.480 quilômetros.

Na bagagem, O'Brady levava um saco de dormir para 40 graus abaixo de zero, painéis solares portáteis, esquis, telefones satelitais e modems, além de um GPS.

Antes da travessia, O'Brady foi submetido a um treino pesado, com o qual ganhou seis quilos, e de resistência ao frio, submergindo mãos e pés em cubos de água gelada. 

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