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Seleção vai do otimismo a decepção com derrota nas quartas de final da Copa

22/12/2018 16h58

Redação Central, 22 dez (EFE).- A seleção brasileira começou 2018 carregando as expectativas de milhões de torcedores no mundo, já que os resultados recentes indicavam favoritismo real para a Copa do Mundo, mas a queda nas quartas de final deixou um gosto amargo e gerou certo desencanto para os amistosos do fim do ano.

O torneio, disputado na Rússia, começou na verdade no dia 14 de maio, com a convocação de 23 jogadores, em lista que tinha figurinhas carimbadas como Neymar, Philippe Coutinho, Casemiro, Marcelo, entre outros, mas com polêmicas envolvendo antigos comandados por Tite, como Cássio, Fagner, Paulinho e Taison.

O lateral-direito Daniel Alves ficou indisponível ainda antes da divulgação dos relacionados, por causa de lesão no joelho direito, sofrida durante a final da Copa da França, entre Paris Saint-Germain e o modesto Les Herbiers.

A maior dor de cabeça para a comissão técnica e os médicos da seleção foi a condição física de Neymar, que no fim de fevereiro sofreu fratura no pé direito, em partida do PSG com o Olympique de Marselha, pelo Campeonato Francês. A participação do craque chegou a ser colocada em dúvida.

A recuperação foi veloz e permitiu que o camisa 10 estivesse em campo nos amistosos contra Croácia e Áustria, em que as vitórias por 2 a 0 e 3 a 0, respectivamente, além do bom futebol apresentado, mantiveram a boa impressão dos primeiros jogos do ano, em que Rússia e Alemanha foram batidas.

A partir do momento em que a bola passou a rolar pela seleção na Copa do Mundo, o panorama mudou, com um decepcionante empate com a Suiça em 1 a 1. Coutinho até fez um golaço para abrir o placar, mas, em lance polêmico, o volante Steven Zuber igualou, após empurrar Miranda.

No segundo jogo, o Brasil viveu um drama, diante da retranca da Costa Rica, que segurou o marcador em branco até os 46 do segundo tempo. Outra vez, Coutinho balançou a rede, pouco antes de Neymar, até então contestado, dar números finais ao duelo.

O craque, longe dos 100% fisicamente, vinha sendo motivo de piadas nas redes sociais e, especialmente, na imprensa internacional, pelas simulações, após divididas com adversários. Cada queda mais espalhafatosa, rapidamente, virava meme.

O resultado aliviou a situação da seleção, que chegou na última rodada ainda podendo ser eliminada. No duelo contra a Sérvia, a vitória por 2 a 0, com gols de Paulinho e Thiago Silva, aliada a empate entre suíços e costa-riquenhos, valeu a primeira posição do grupo E.

Nas oitavas, por pouco o adversário não foi a Alemanha, que acabou fracassando e não avançando de fase. Com isso, coube aos comandados por Tite enfrentarem o México, do colombiano Juan Carlos Osorio, ex-São Paulo. O bom futebol reapareceu no segundo tempo, em que os gols de Neymar e Roberto Firmino decretaram a classificação.

Pela frente, o Brasil teria a Bélgica e sua "ótima geração", em jogo promissor pelo futebol ofensivo das duas seleções. Os Diabos Vermelhos, no entanto, não se furtaram a infernizar a vida dos pentacampeões e, praticamente, matar o jogo em meia hora, com gols de Fernandinho, contra, e do meia Kevin De Bruyne.

Inoperante no ataque e desorganizado na defesa, diante de uma atuação inspirada de Eden Hazard e Romelu Lukaku, a equipe de Tite pouco agrediu e só conseguiu descontar na etapa complementar, com Renato Augusto. Foi a quarta queda seguida diante de adversário europeu, depois de França (2006), Holanda (2010) e Alemanha (2014).

A seleção voltou para o Brasil sob muitas críticas, com Tite na berlinda por levar reservas que pouco inspiravam confiança, além de manter entre os titulares Paulinho, Willian e Gabriel Jesus, que não empolgaram durante o Mundial. Ainda assim, a CBF decidiu manter a comissão técnica, com renovação de contrato até 2022.

Depois da Copa, só restaria a disputa de seis amistosos, contra Estados Unidos, El Salvador, Arábia Saudita, Argentina, Uruguai e Camarões, em que mesmo as seis vitórias não chegaram a empolgar. As partidas fizeram parte da primeira etapa de preparação para a Copa América, que acontecerá em solo brasileiro, no ano que vem.

Com isso, foi iniciado um processo de rejuvenescimento do elenco, com oportunidades para alguns jovens como Éder Militão, Arthur, Lucas Paquetá, Andreas Pereira, Richarlison, e jogadores que ficaram fora do primeiro ciclo de Tite, como Fabinho e Allan.

Nas listas para os amistosos, no entanto, também não faltaram críticas para algumas escolhas do técnico, como a manutenção de Paulinho e Renato Augusto, já com mais de 30 anos, além da convocação de mais antigos comandados no Corinthians, como os zagueiros Pablo e Felipe.

Além da seleção principal, o ano foi de trabalho em ritmo forte para a equipe sub-20, comandada por Carlos Amadeu, que se prepara para a disputa do Campeonato Sul-Americana da categoria, que acontecerá em janeiro de 2019, no Chile.

Ao todo, foram nove amistosos, com sete empates e duas vitórias apenas, além de êxitos em jogos-treinos com o time sub-20 do Atlético Mineiro, e com o Corinthians. Jogadores como Vinícius Júnior e Paulinho atuaram, mas não estarão no torneio, por falta de liberação dos clubes europeus que defendem. EFE

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