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River perde nos pênaltis, e time dos Emirados Árabes vai à final do Mundial

18/12/2018 17h25

Al Ain (Emirados Árabes), 18 dez (EFE).- O River Plate foi derrotado nesta terça-feira nos pênaltis pelo Al Ain por 5 a 4, após empate em dois gols no tempo normal, e permitiu que, pela primeira vez na história, que um time do Oriente Médio alcançasse a final do Campeonato Mundial de Clubes.



O jogo, disputado no Hazza bin Zayed Stadium, onde o clube anfitrião manda suas partidas, começou de maneira eletrizante. Aos 3 minutos do primeiro tempo, o atacante sueco Marcus Berg abriu o placar, em lance que "ganhou" gol, após o último toque ter sido do zagueiro Javier Pinola.



Pouco depois, o atacante colombiano Rafael Borré balançou a rede duas vezes, aos 11 e aos 16 da etapa inicial, virando o placar. Pouco depois do intervalo, aos 6, o atacante brasileiro Caio, que passou pelas divisões de base do São Paulo, voltou a deixar tudo igual.



Outro protagonista do jogo foi o VAR, responsável por anular gol do atacante Hussein El Shahat, por posição irregular do jogador, ainda no tempo normal. Pouco antes, o sistema de árbitro de vídeo revisou jogada na área em que o zagueiro Ismail Ahmed caiu após contato com o volante Exequiel Palacios e não viu falta.



Depois de 30 minutos de prorrogação com pouca emoção, o duelo foi para os pênaltis. Caio, Shiotani, Al Ahbabi, Amer Abdulrahman e Yaslem converteram as cobranças do time da casa. Scocco, Quintero, Pratto e Borré marcaram para o River, mas, Pérez acabou parando na defesa do goleiro Eisa.



Esta é a primeira vez que um time do Oriente Médio alcança a final, em oito participações. Assim, o Al Ain já superou a melhor campanha de representante da região, que era o terceiro lugar do Al-Sadd, do Catar, alcançado em 2011.



Por outro lado, de maneira inédita, uma equipe da Argentina não conseguiu chegar na final, em cinco aparições. Boca Juniors, em 2007; Estudiantes, em 2009; San Lorenzo, em 2014; e o próprio River Plate, em 2015; passaram pelas semis e acabaram sendo vice-campeões, perdendo para adversário europeu.



Para o jogo desta terça-feira, o River voltou a contar com Borré, que ganhou a vaga do volante Pérez, na única mudança com relação a escalação utilizada na final da Libertadores. No Al Ain, Berg, reserva nos dois primeiros jogos, ganhou a vaga entre os titulares, para formar trio ofensivo com El Shahat e Caio.



Com a bola rolando, o time dos Emirados Árabes pulou na frente aos 3 minutos do primeiro tempo. Após escanteio da direita, Berg apareceu no primeiro pau, dividiu com Pinola, que acabou resvalando na bola e a desviando em direção a rede. A equipe de arbitragem, comandada pelo italiano Gianluca Rocchi, deu o gol para o sueco.



O River foi para cima, em busca de espantar a zebra. Aos 11, Montiel cruzou da direita, Pratto finalizou e obrigou Eisa a fazer grande defesa. Palacios tentou pegar o rebote, mas o goleiro ganhou na dividida, permitindo que a bola voltasse para o ex-Atlético-MG e São Paulo, que bateu, em bola que Borré desviou e tocou para a rede.



Cinco minutos depois, o campeão da Libertadores virou o duelo, em contra-ataque mortal, no melhor estilo da equipe sob o comando de Marcelo Gallardo. Após erro na saída de bola adversária, Fernández foi acionado na direita e ajeitou para Borré, que invadiu a área e fuzilou.



A reversão do placar poderia indicar que o River tomaria conta do jogo, mas, o Al Ain não se entregou. Aos 25, o zagueiro Ahmed caiu após contato com Palacios. O VAR reviu o lance e um possível toque na mão do argentino, mas, não considerou qualquer falta.



Já nos acréscimos da etapa inicial, El Shahat chegou a balançar a rede, mas, o lance acabou anulado após interferência do VAR, que entendeu como irregular a posição do atacante, após bola dividida entre Berg e Fernández, apesar do último toque ter sido do jogador do River.



No segundo tempo, os anfitriões seguiram atrevidos e voltaram a igualar o placar logo aos 6 minutos, quando Caio tabelou com Shiotani, recebeu na frente, invadiu a área, passou como quis por Maidana e bateu firme, sem dar chances para Armani.



O time argentino partiu para cima, quase que imediatamente, e criou duas boas oportunidades. Aos 14, Borré recebeu de Pratto e bateu para boa defesa de Eisa. Apenas dois minutos depois, Quintero, que havia acabado de entrar, também obrigou o goleiro a trabalhar bem, em cabeçada.



O River seguiu lutando e, aos 23, se aproveitou de vacilo de Ahmed, que perdeu a bola para Casco e, depois que o lateral-esquerdo invadiu a área, o derrubou, cometendo pênalti. Martínez foi para a cobrança e soltou uma bomba, que explodiu no travessão.



Nos minutos finais do segundo tempo, o Al Ain foi o time que passou mais tempo no campo de ataque, embora, não tenha conseguido criar oportunidades claras. O campeão da Libertadores, por sua vez, demonstrava desgaste físico e muita dificuldade para acompanhar a correria do adversário.



Na prorrogação, o time argentino mostrou um pouco mais de disposição, principalmente, pela entrada de Scocco, que entrou logo ao término do tempo normal. Aos 3 minutos da etapa inicial, o ex-Internacional recebeu na intermediária e bateu para a defesa de Eisa.



O segundo tempo da prorrogação foi disputado em ritmo bem mais lento, com as equipes pouco se agredindo. No finzinho, aos 12 minutos, após falta cobrada na área, Ahmed emendou de primeira, sem deixar a bola cair e obrigou Armani a fazer grade defesa.



Nos pênaltis, brilhou a estrela de Eisa, que já havia sido um dos destaques do jogo, com bola rolando. O goleiro defendeu a última cobrança, de Pérez, que havia entrado no decorrer do tempo normal, e garantiu a vitória por 5 a 4 e a histórica classificação do Al Ain.





Ficha técnica:.



River Plate: Armani; Montiel, Maidana, Pinola e Casco; Ponzio (De La Cruz), Palacios (Pérez), Fernández (Quintero) e Martínez (Scocco); Borré e Pratto. Técnico: Marcelo Gallardo.



Al Ain: Eisa; Ahmad, Ahmed, Fayez e Shiotani; Mohamed Abdulrahman (Yaslem), Barman (Amer Abdulrahman) e Doumbia (Nader); El Shahat, Caio e Berg (Al Ahbabi). Técnico: Zoran Mamic.



Árbitro: Gianluca Rocchi (Itália), auxiliado pelos compatriotas Elenito de Liberatore e Mauro Tonolini.



Gols: Borré (2) (River Plate); Berg e Caio (Al Ain).



Cartões amarelos: Pinola, Borré, Casco e De La Cruz (River Plate); El Shahat, Caio e Ahmad (Al Ain).



Nos pênaltis - Acertaram: Scocco, Quintero, Pratto e Borré - Erraram: Pérez (River Plate); Acertaram: Caio, Shiotani, Al Ahbabi, Amer Abdulrahman e Yaslem (Al Ain).



Estádio: Hazza bin Zayed Stadium, em Al Ain (Emirados Árabes). EFE





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