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Presidente da Conmebol anuncia adiamento da final da Libertadores para amanhã

24/11/2018 21h41

(atualiza com mais declarações do presidente da Conmebol e outras informações)

Buenos Aires, 24 nov (EFE).- A final da Taça Libertadores, entre River Plate e Boca Juniors, que deveria ter acontecido hoje a partir das 18h (de Brasília), foi remarcada para amanhã no mesmo horário, como confirmou o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, em entrevista no estádio Monumental de Nuñez.

"Uma equipe não pode jogar, e outra não quer vencer nestas condições", justificou o dirigente aos jornalistas no Monumental, em Buenos Aires, onde a bola deveria ter rolado.

Por causa de um ataque ao ônibus do Boca, a Conmebol chegou a anunciar duas remarcações para o pontapé inicial, primeiramente para as 19h e depois para as 20h15, mas, ao final, optou pelo adiamento definitivo para este domingo.

No caminho entre o hotel de concentração e o Monumental, o veículo que levava a delegação 'xeneize' foi atingido por várias pedras e outros objetos, causando a quebra de janelas e atingindo jogadores do hexacampeão continental. Para piorar, a polícia tentou dispersar a multidão com gás lacrimogêneo e acabou afetando alguns atletas, que se sentiram mal.

"As partes, junto com a Conmebol, chegaram à decisão e o jogo será disputado amanhã às 17h com público", completou o dirigente paraguaio.

Os jogadores do clube visitante se queixaram de ter sido expostos a gás lacrimogêneo que, aparentemente, foi jogado pela Polícia para dispersar os agressores.

"Foi muito confuso, evidentemente as forças de segurança exageraram, havia muita gente. Para nos proteger jogaram gás lacrimogêneo e a fumaça entrou nos micros (ônibus)", explicou depois o diretor César Martucci.

"Nos jogaram de tudo", disse o capitão Pablo Pérez ao canal "Fox Sports". Depois o próprio Pérez acompanhado pelo goleiro juvenil Gonzalo Lamardo foram levados ao Sanatório Otamendi para constatar as lesões em seus olhos por cacos dos vidros do ônibus.

O chefe do serviço médico do Boca Juniors, o médico Jorge Batista, ratificou as lesões nos olhos de ambos os jogadores e os constatou com o exame médico realizado no Sanatório Otamendi.

O jogo tem que ser neste domingo porque a capital argentina recebe na próxima semana a cúpula do G20 e a segurança tornaria impossível disputar esta final em outra data.

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