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França e Croácia disputam última final da Davis "tradicional"

21/11/2018 18h46

Paris, 21 nov (EFE).- A França, capitaneada por Yannick Noah, e a Croácia, com Marin Cilic, sétimo colocado do ranking mundial, medirão forças a partir da próxima sexta-feira no saibro coberto do estádio Pierre Mouroy, em Lille, pela final da Copa Davis de 2018, a última no atual e tradicional formato.

Enquanto a equipe anfitrião lutará pelo bi em uma quadra coberta de saibro, os visitantes buscarão seu segundo título, revivendo o feito alcançado em 2005. Dois anos atrás, perderam para a Argentina na decisão em Zagreb.

Para Noah, seria a quarta vitória como capitão em sua despedida da função, igualando os feitos realizados em 1991, 1996 e 2017, igualando o australiano Neale Frase, que triunfou por seu país em 1973, 1977, 1983 e 1986, e o croata Niki Pilic, que ganhou três pela Alemanha (1988, 1989 e 1993) e a de 2005.

Além disso, a França entraria no exclusivo clube das nações que venceram a Davis duas vezes seguidas. O feito até hoje foi realizado apenas por Estados Unidos, Suécia, Alemanha, a Espanha e República Tcheca.

Noah, que ganhou a fama se "mago" da Davis, aposta em Lucas Pouille, Jéremy Chardy e Jo-Wilfried Tsonga para realizar o feito. Este último, ex-número 5 do mundo e atualmente em 259ª lugar devido a uma série de lesões, causou preocupação justamente por seu estado físico.

Tsonga deixou o treino de ontem mais cedo devido a dores no ombro, mas o treinador Loic Courteau garantiu que o tenista não preocupa para a decisão.

Desfalques certos, que não puderam ser convocados por Noah por lesão, são Richard Gasquet (26 do mundo) e Gael Monfils (29). Gilles Simon (30) parece não contar com a confiança do capitão, o que acontece também com Benoit Paire (52), convocado pela primeira vez aos 29 anos contra a Espanha nas semifinais.

A França apostou no saibro, em que foi derrotado nas finais de 1982, contra os Estados Unidos, 1999 (Austrália), 2002 (Rússia) e 2014 (Suíça). Consciente de que os simplistas da Croácia têm ranking melhor que o de seus jogadores, Noah ressaltou que na superfície escolhida a distância é menor.

Além disso, tanto Cilic, sétimo do mundo, quanto Borna Coric, 12º, chegam a Lille vindos de Londres, onde participaram do ATP Finals, disputado em quadra dura. O primeiro caiu na fase de grupos, e o segundo foi à capital britânica como 'alternate' e não chegou a jogar.

Pouille (32), Chardy (40) e Tsonga (259) tiveram mais tempo para conhecer o terreno de uma quadra na qual contarão com o apoio de 27 mil, um recorde na modalidade.

Pela categoria de seus tenistas de simples, a Croácia, capitaneada desde 2012 por Zeljko Krajan, parte como favorita, uma postura incômoda para uma equipe que se tornou a primeira a levantar o troféu sem ser cabeça de chave.

O principal trunfo dos visitantes é Cilic, que se tornou o croata com mais vitórias na Davis em todos os tempos, superando Ivan Ljubicic e Goran Ivanisevic. Aos 30 anos, o atual vice-campeão do Aberto da Austrália terá o apoio de Coric, que só perdeu um jogo neste ano pela competição.

A partida de duplas desperta grande expectativa. A França contará com Pierre-Hugues Herbert e Nicolas Mahut, campeões de Roland Garros e vices do ATP Finals neste ano, enquanto do lado croata estarão o número 4 do mundo, Mate Pavic, campeão do Aberto da Austrália deste ano ao lado do austríaco Oliver Marach, e Ivan Dodig, que em 2015 venceu o Grand Slam no saibro parisiense ao lado do brasileiro Marcelo Melo.

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