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Secretária-geral da FEI diz que hipismo é exemplo de igualdade no esporte

24/09/2018 21h05

Álvaro Blanco.

Tryon (EUA), 24 set (EFE).- A secretária-geral da Federação Equestre Internacional (FEI), Sabrina Ibáñez, afirmou nesta segunda-feira que o hipismo, único esporte olímpico no qual mulheres e homens se enfrentam, é um exemplo de igualdade de gênero.

Ibáñez exemplificou a questão com o triunfo da alemã Simone Blum, que ontem se tornou campeã mundial na prova individual de salto em uma final com dez cavaleiros e apenas uma amazona além dela.

"A vitória de Blum representa esse esporte. Se você olhar todas as medalhas conquistadas pelas equipes que se classificaram para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 verá que existe uma grande paridade entre homens e mulheres", disse a secretária-geral da FEI.

São 16 mulheres e 20 homens medalhistas nas categorias por equipes que valiam vagas olímpicas nos Jogos Equestres Mundiais, encerrados ontem em Tryon, nos Estados Unidos. Consideradas apenas as medalhas de ouro, o número de mulheres que subiu ao alto do pódio é o dobro dos homens: oito contra quatro.

"Essa é a beleza do nosso esporte, no qual não importa que gênero a pessoa ou o animal têm", explicou Ibáñez, ao citar também a égua Alice, companheira de Blum no título mundial de ontem.

Para a secretária-geral da FEI, Blum é um caso a parte dentro da modalidade. Além do ouro na prova individual de salto, a alemã conquistou o bronze por equipes com a seleção de seu país.

"Ela é um modelo para que outras possam se animar a permanecer no mais alto nível por mais tempo", avaliou Ibáñez, reconhecendo que, apesar do sucesso da alemã, faltam outros exemplos similares.

Mas o aspecto mais importante do hipismo, segundo a secretária-geral da FEI, é o fato de homens e mulheres se enfrentarem, o que torna o esporte um exemplo de igualdade, em linha com a agenda implementada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

A igualdade também se dá na estrutura organizacional da FEI. Ibáñez, primeira secretária-geral da história da federação, disse ter tido essa percepção na entrevista coletiva de encerramento dos Jogos Equestres Mundiais ontem, quando estava ao lado do presidente Ingmar de Vos, da diretora de operações do comitê organizador, Sharon Decker, e do presidente do mesmo comitê, Michael Stone.

"Esse esporte é tão igual por seus valores. Somos pessoas do campo e temos muito respeito pelos cavalos. Temos um jeito de ver a vida que não há em outro esporte. E não é pensar só em si, mas também no cavalo. Acredito que essa beleza só é encontrada no nosso esporte", disse.

Na avaliação de Ibáñez, já era a hora de ver com normalidade a vitória de uma mulher sobre um homem em um esporte de igualdade de condições tanto dentro como fora da arena.

"O importante é o profissionalismo e o que cada um acrescenta de trabalho. Acredito que as mulheres têm a responsabilidade de serem um exemplo e de apoiarem as demais para que elas vejam o que também podem conseguir", afirmou a secretária-geral da FEI.

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