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Com a mão na taça, Hamilton vai para o México precisando de 5º lugar

26/10/2017 11h41

Redação Central, 26 out (EFE).- O britânico Lewis Hamilton, da Mercedes, pode conquistar neste domingo pela quarta vez o Campeonato Mundial de Fórmula 1 e, para isso, precisa terminar o Grande Prêmio do México, no circuito de Hermanos Rodríguez, entre os cinco primeiros colocados, algo que só não aconteceu uma vez na temporada.

Ao longo das 17 etapas realizadas neste ano, apenas em Mônaco o líder da competição ficou além do 'top-5', ao chegar no sétimo posto. Além disso, foram nove vitórias, três segundos lugares, três quartos e um quinto, no Grande Premio do Azerbaijão.

A repetição do que aconteceu em Baku é tudo o que Hamilton precisa para impedir que o alemão Sebastian Vettel, da Ferrari, não reduza a diferença entre os dois para menos de 50 pontos, o que deixaria a disputa aberta, faltando duas etapas para o fim do Mundial, no Brasil e em Abu Dhabi.

Com a vitória no GP dos Estados Unidos, em Austin, na última semana, o britânico chegou aos 331 pontos, contra 265 do concorrente, que terminou em segundo na última etapa. A diferença faz com que o dono do carro número 44 possa chegar apenas em nono, caso o tetracampeão mundial repita a colocação mais recente.

Se Vettel terminar do terceiro lugar para baixo, Hamilton será campeão, mesmo que não consiga completar a prova, algo que não aconteceu com ele em 2017. O retrospecto recente, aliás, empolga o piloto da Mercedes, que garante ter viajado ao México com a intenção de erguer o troféu, depois de definir como "ridícula" a possibilidade de ser campeão nos EUA.

"O meu plano é conquistar a vitória na prova, não vim ao México para outra coisa, somente para ser o número 1. Não me sentiria bem conquistando o título com um quinto lugar", afirmou o líder disparado da temporada da Fórmula 1.

O que também pode animar Hamilton é o desempenho da escuderia alemã no circuito de Hermanos Rodríguez, que retornou ao calendário da categoria há dois anos. Desde então, os dois carros prateados sempre fizeram 1-2 no treino de classificação e ocuparam os dois primeiros lugares também na corrida.

Em 2015, Rosberg venceu, quando o companheiro de escuceria já havia erguido o troféu de campeão nos EUA. No ano seguinte, a ordem se inverteu, mas, curiosamente, que acabou ficando com o título foi o alemão, na última etapa do Mundial, em Abu Dhabi.

Caso o México seja o palco da definição da temporada, será a quarta vez que a situação acontece. As anteriores, quando o GP era o último da temporada, foram em 1964 e 1968, com o campeonato sendo conquistado pelo britânico Graham Hill, e em 1967, com o neozelandês Denis Hulme levando a melhor.

Embora lute pelo título, Vettel ainda não tem garantia que será vice-campeão em 2017. O alemão está 21 pontos na frente do finlandês Valtteri Bottas, da Mercedes, embora, tenha conseguido abrir oito de frente, com o quinto lugar do rival nos Estados Unidos.

Já entre os construtores, que tem a Mercedes como campeã antecipada, a Ferrari ficará com o segundo lugar se marcar 17 pontos no GP do México, por exemplo, com um terceiro e um nono posto, ou quarto e sétimo, mesmo que os pilotos da Red Bull façam dobradinha na etapa.

Felipe Massa, da Williams, por sua vez, vai embalado pela sequência de três etapas seguidas na zona de pontuação. O brasileiro, décimo na temporada, foi nono nos EUA e abriu quatro pontos de frente para o companheiro de equipe, o australiano Lance Stroll.

A abertura oficial do Grande Prêmio do México será nesta sexta-feira, às 13h (de Brasília), com o primeiro de três treinos livres. No sábado, às 16h, acontecerá a definição do grid de largada, e no domingo, no mesmo horário, será dada a primeira de 71 voltas da prova.

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