PUBLICIDADE
Topo

Futebol

Presidente do Bayern diz que acertou ao desistir de tentar Neymar em 2013

Uli Hoeness, presidente do Bayern - Andreas Gebert/AP
Uli Hoeness, presidente do Bayern Imagem: Andreas Gebert/AP

31/08/2017 09h46

Berlim, 31 ago (EFE).- O presidente do Bayern de Munique, Uli Hoeness, fez duras críticas nesta quinta-feira, em entrevista divulgada pela revista "Sport Bild", aos valores gastos pelos cluebs durante a última janela de transferências do mercado europeu, que se encerra hoje, e revelou ter tomado a decisão correta de não ter tentado contratar o atacante Neymar em 2013.

"Não quero contratar nenhum jogador por 100 milhões de euros, ainda que nós tivéssemos esse dinheiro. É algo que não planejamos. Acredito que nenhum jogador do mundo vale 100 milhões de euros", disse o dirigente alemão na entrevista.

Perguntado se as críticas também valiam para a contratação de Neymar, por quem o Paris Saint-Germain, adversário do Bayern na fase de grupos da Liga dos Campeões, pagou 220 milhões de euros, Hoeness disse que o brasileiro não tem jogado melhor por causa do valor.

"Além disso, não jogaremos contra Neymar, mas sim contra o PSG, que, de toda forma, seria um rival difícil sem ele", completou.

Hoeness também defendeu a decisão tomada pelo Bayern de não tentar contratar Neymar, apesar do desejo do então técnico do time, o espanhol Josep Guardiola.

"Nos demos conta muito cedo das dificuldades que envolviam a contratação de Neymar. O que ocorreu, com todos os problemas que sua contratação trouxe ao Barcelona, nos deu razão", indicou.

O presidente do Bayern alertou que a alta dos custos das transferências pode afastar os torcedores do futebol e pediu para que os dirigentes recuperem o senso de proporção.

"Sinceramente, não sei aonde isso tudo vai chegar", afirmou.

O Bayern, segundo o dirigente, deve se manter afastado do que Hoeness chamou de "contratações loucas" e seguir com sua filosofia de futebol.

"Nossa ambição é ganhar a Liga dos Campeões sem contratações loucas. Esse seria meu sonho. Por isso preferimos investir o dinheiro na base. Ainda que isso não queira dizer que, no futuro, seguiremos fazendo contratações sensatas", indicou.

Hoeness também disse estar confiante com a situação financeira do Bayern, que, segundo ele, é o clube com "mais dinheiro próprio no mundo".

"Sublinho: dinheiro próprio. Isso é decisivo. Outros clubes podem ter dinheiro emprestado ou dinheiro que algum proprietário colocou à disposição. Mas o Bayern pode ficar orgulhoso porque o dinheiro que tem é o que nós ganhamos", ressaltou.

Além disso, o clube bávaro, com contratos de patrocínio de longo prazo, segundo o presidente, tem um garantido um fluxo de recursos que permite pagar sem problemas os salários do elenco.

"Não temos que olhar só os custos das contratações, mas também os custos salariais dos contratos de quatro ou cinco anos, que são de 20 ou 30 milhões de euros. Em algum momento, isso é o que quebrará um clube", alertou.
 

Futebol