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Após polêmica, seleção uruguaia renova com fornecedora de material esportivo

Andres Stapff/Reuters
Imagem: Andres Stapff/Reuters

19/10/2016 16h32

A Associação Uruguaia de Futebol (AUF) assinou um contrato com a empresa local de comunicação Tenfield, mediadora com a Puma, para que a empresa de material esportivo alemã continue sendo a fornecedora da seleção do país.

Quem divulgou a informação foi o presidente da AUF, Wilmar Valdez, em entrevista concedida nesta quarta-feira à emissora local "Sport 890", na qual confirmou que o valor do contrato é o mesmo da proposta apresentada pela Nike. O dirigente não falou em números, mas a imprensa uruguaia especula que se trata de US$ 24,5 milhões.

Valdez estava inclinado a aceitar a proposta da companhia americana, mas seus assessores jurídicos o esclareceram que deveria ser respeitada a cláusula de preferência do acordo assinado com a Tenfield em 1998.

O acordo com a Nike contemplava também uma série de pagamentos em função das conquistas da 'Celeste' nos Mundiais de 2018 e 2022, assim como nas próximas edições da Copa América, em 2019 e 2023. Além disso, incluía royalties e porcentagens por vendas de camisetas e outros produtos. Todos esses pontos foram igualados pela Tenfield.

Alguns jogadores, liderados pelo capitão da seleção uruguaia, o zagueiro Diego Godín, se manifestaram depois que souberam que a renovação com a Puma aconteceria com valores bem mais baixos que os oferecidos pela Nike. Eles emitiram um comunicado exigindo "dignidade, transparência e respeito" na negociação, o que gerou uma reviravolta nas conversas.

Em referência aos direitos de imagem que voltarão a ser próprios de cada jogador a partir de 2017, Valdez afirmou: "há um acordo para explorá-los, mas ainda não foi assinado. Vamos ver como essa situação será resolvida".
 

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