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Envolvida em polêmica sobre feminilidade, Semenya é campeã olímpica dos 800m

20/08/2016 23h21

Rio de Janeiro, 20 ago (EFE).- A sul-africana Caster Semenya, que antes do Jogos Olímpicos teve que ser submetida a testes de feminilidade, confirmou o favoritismo nesse sábado e conquistou a medalha de ouro nos 800 metros rasos do atletismo.

A atleta, campeã mundial da prova em 2009, e que tem características femininas e masculinas, devido a alta produção de testosterona, levou a melhor no Engenhão com o tempo de 1min55s28.

A prata ficou com Francine Niyonsaba, do Burundi, pouco mais de um segundo atrás, com 1min56s49, seguida pela queniana Margaret Wambui, com 1min56s89.

Esta é a segunda medalha olímpica de Semenya, que foi vice-campeã nos Jogos de Londres, em 2012, ao ser superada pela russa Mariya Savinova, que não veio ao Rio devido a suspensão imposta ao país do Leste Europeu.

A sul-africana chegou a ser impedida de competir pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF), depois do título mundial de 2009. Com isso, foram estabelecidos critérios para seperar as categorias pos sexos, obrigando a que, como ela, reduzisse os níveis de testosterona a 10 mols de sangue.

Em julho do ano passado, a Corte Arbitral do Esporte deu uma espécie de carência de dois anos para estas limitações impostas pela entidade, enquanto acontecem pesquisas mais conclusivas sobre os casos de Semenya e outros semelhantes.

A decisão permitiu que a sul-africana passasse a competir sem qualquer limitação.

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