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Ecclestone: "Mulheres não são 'fisicamente capazes' de dirigir na Fórmula 1"

20/04/2016 09h43

Londres, 20 abr (EFE).- O principal responsável da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, causou polêmica no Reino Unido ao afirmar que as mulheres "não seriam fisicamente capazes de dirigir um carro de F1 rápido" e "não seriam levadas a sério" no esporte, segundo declarações publicadas nesta quarta-feira pela "BBC".

O controvertido diretor disse estas palavras durante uma conferência sobre patrocínio realizada na terça-feira em Londres, quando também comentou que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, "deveria comandar a Europa" e expressou seu apoio ao pré-candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump.

Segundo a emissora pública, Ecclestone afirmou, além disso, que os imigrantes não fizeram nenhuma contribuição ao Reino Unido, apesar de o tricampeão do mundo de F1 Lewis Hamilton ser neto de imigrantes da ilha caribenha de Granada.

Ecclestone, de 85 anos, não é alheio a comentários controvertidos, e em 2009 já criou polêmica ao afirmar que Adolf Hitler "era um homem que resolvia".

Suas declarações sobre as mulheres na Fórmula 1 provocaram reações de aspirantes femininas, como a britânica Pippa Mann.

"Talvez alguém deveria lembrar a ele que um IndyCar não tem direção assistida, e podemos dirigir esses carros", acrescentou a piloto, que competiu quatro vezes nas 500 Milhas de Indianápolis.

Segundo a "BBC", Ecclestone disse também que opina que cada vez haverá mais mulheres em posições de responsabilidade no mundo da Fórmula 1, porque "são mais competentes" e "não têm egos enormes". EFE

jm/ma

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