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Deputados do Parlamento Europeu criticam Bayern por se concentrar no Catar

12/01/2016 18h35

Bruxelas, 12 jan (EFE).- Vários deputados do grupo dos Socialistas e Democratas do Parlamento Europeu criticaram o Bayern de Munique nesta terça-feira por fazer sua intertemporada no Catar e pediram ao clube alemão que leve em consideração a situação dos direitos humanos no país.

Os eurodeputados destacaram em comunicado que já houve críticas a essa iniciativa em dezembro e que desta vez o principal alvo é o dirigente do Bayern e presidente da Associação Europeia de Clubes, Karl-Heinz Rummenigge. Segundo o ex-jogador, não se deve misturar a iniciativa do clube bávaro com política.

O coordenador da Comissão de Desenvolvimento do Parlamento Europeu, Norbert Neuser, lembrou que o futebol tem abrangência muito além das quatro linhas. "O futebol tem uma importância internacional e conecta pessoas do mundo todo Por esse prestígio extraordinário, o futebol também tem uma responsabilidade além de um local conveniente para treinamento", considerou.

Por sua vez, a presidente da subcomissão de Direitos Humanos na Eurocâmara, Elena Valenciano, acrescentou que os direitos humanos vão além da política e que deve ser defendido e protegido como valor universal.

Por último, o copresidente do grupo de Esportes do parlamento Marc Tarabella afirmou que centenas de milhares de trabalhadores recebem um salário de apenas US$ 50 por semana enquanto participam da construção de estruturas avaliadas em 260 bilhões de euros que incluem estádios, hotéis, apartamentos, sistemas de transporte público e estradas para a Copa do Catar de 2022.

"Mais de 1,2 mil pessoas morreram na construção das sedes do Mundial e mais de 4 mil trabalhadores morrerão antes da inauguração da competição", alertou Tarabella.

Dessa forma, em seu ponto de vista, a decisão do Bayern de concentrar-se no Catar é um sinal negativo, já que o respeito dos direitos humanos deveria ser uma condição para esse tipo de eventos. "Chegou o momento de as autoridades futebolísticas se centrarem mais em transparência ética e boa gestão", finalizou.

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