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Mackenzie Dern relata mudança de tratamento do UFC após derrota

Diego Ribas, em Las Vegas (EUA)

Ag. Fight

01/04/2020 08h00

Apesar das duas primeiras vitórias de Mackenzie Dern no Ultimate, falhar em uma pesagem e ser derrotada em seu último confronto pareceram ser motivos suficientes para que a atleta fosse de 'a queridinha' a uma das preteridas da organização. A peso-palha (52 kg), que nasceu nos Estados Unidos, mas representa o Brasil, sua segunda nacionalidade, dentro dos octógonos, sentiu na pele a perda de apelo no UFC após o revés contra Amanda Ribas, em outubro do último ano.

Nessa sexta-feira (27), em entrevista ao vivo no Youtube à reportagem da Ag. Fight (veja abaixo ou clique aqui), Mackenzie não conteve sua frustração pela postura adootada pelo Ultimate após a derrota - a lutadora estava afastada dos octógonos desde maio de 2018, já que, entre esses dois combates, ela deu à luz a sua primeira filha, Moa, que nasceu em junho do último ano. A imagem da campeã mundial de jiu-jitsu no UFC já estava abalada desde o seu penúltimo combate, quando ela ultrapassou quase 3,2 kg do peso limite (52 kg) para o confronto e cedeu 30% de sua bolsa à adversária.

"Uma derrota não muda isso (ser campeã na organização) para mim, mas eu senti que (para) o UFC mudou muito", desabafou Mackenzie. "Depois disso, eu queria lutar e eles ficaram me enrolando para lutar: 'Não, não sei'. Mas quando está ganhando, colocam luta em qualquer hora: 'Quando que você quer lutar? Com quem você quer lutar?'".

"Lutei em outubro, vai dar seis meses, um pouco mais de seis meses, sete meses. E eu falei: 'Nossa, está parecendo gravidez. É muito tempo'", continuou a lutadora. "Entendo que tem muitas atletas no UFC, todo mundo está querendo lutas, todo mundo está querendo essas coisas, mas eu fico muito triste de ver que muda muita coisa de uma derrota para a outra".

A peso-palha de 27 anos já tem seu próximo confronto marcado para o próximo dia 25, no UFC Lincoln, contra Ariane 'Sorriso'. No entanto, Mackenzie deixou claro que a paulista não teria sido sua primeira opção de oponente, assim como suas preferências sobre a data do combate.

À princípio, ela lutaria ainda em março, no UFC Brasília, no lugar de Amanda Ribas, que segue invicta no Ultimate. Posteriormente, Dern teria definido o combate contra a iraquiana Randa Markos, mas, mais uma vez, seus planos teriam sido modificados. A adversária de Amanda para o evento, Paige VanZant, machucou-se e foi necessário substitui-la por outra lutadora. Para insatisfação de Mackenzie, a atleta escolhida para o show no Brasil foi Markos, obrigando a americana a encontrar outra oponente.

"Não tinha muitas opções na verdade. Não conheço ela (Ariane), acho que ela só fez uma luta no UFC ainda até agora, mas ela veio de uma derrota também. Então, acho que eles quiseram botar duas pessoas com derrotas juntas, mas não tinha muita opção não", explicou a lutadora.

Visto que o último revés já teria sido responsável pela diferença de tratamento do UFC, Mackenzie decidiu não renovar seu contrato com a organização agora e declarou que esperará mais um pouco. Por mais que já possa fazer essa atualização, após três lutas, fechar um novo acordo poderia significar à atleta ser menos paga do que acha que deve. Por isso, ela não demonstrou se importar em esperar pela próxima vitória para que a postura do UFC mude em relação a ela. De novo.

O retorno da americana naturalizada brasileira está marcado para o próximo dia 25 contra a paulista Ariane 'Sorriso'. Apesar de as medidas preventivas contra pandemia global do coronavírus terem levado ao cancelamento de três eventos do UFC, incluindo o primeiro de abril, a luta da peso-palha segue de pé. O evento será em Lincoln, capital do estado americano de Nebraska.

Veja a entrevista completa abaixo: 

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