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Amanda Nunes busca se manter no 'patamar mais alto' do UFC

Amanda Nunes comemora com seus dois cinturões do UFC após vitória contra Cyborg - Josh Hedges/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images
Amanda Nunes comemora com seus dois cinturões do UFC após vitória contra Cyborg Imagem: Josh Hedges/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images

Diego Ribas, em Las Vegas (EUA)

Ag. Fight

13/12/2019 07h00

Em julho de 2016, no histórico UFC 200, Amanda Nunes começou a escrever seu nome para ser considerada a melhor lutadora da história da organização. Naquela edição, a brasileira finalizou Miesha Tate e conquistou o cinturão peso-galo (61 kg). Após esse confronto, enfileirou triunfos sobre nomes como Ronda Rousey, Valentina Shevchenko, Cris Cyborg e Holly Holm.

Apesar de tanto sucesso e muitos holofotes, a campeã mantém os pés no chão, mas mira aumentar seu legado. Amanhã, a atleta encara Germaine De Randamie, no UFC 245, em defesa do título até 61 kg.

Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight, a 'Leoa' afirmou que o patamar que alcançou, chamada de muitos como 'GOAT' (sigla para melhor de todos os tempos em inglês) não mudou sua essência como pessoa.

Mas diferente do ditado popular que diz que "muitos chegam no topo, mas poucos permanecem", Amanda quer fincar seu nome em outro patamar e deixar um legado único, mantendo os títulos do peso-galo e peso-pena (66 kg) até o fim de sua carreira.

"Mantenho a pessoa que sou, porque já sonhava e almejava tudo isso. Quando cheguei até aqui, administrei numa boa, com os pés no chão que é o mais importante e viver esse momento, que é tão lindo. É manter o foco, se manter campeã, que é o mais importante. Tenho uma equipe muito boa junto comigo, se fizer algo de errado, puxam minha orelha, minha família, mãe, que estão sempre comigo. Estou muito bem no meu caminho, trilhando da forma que tem que ser. Quero viver isso por muitos anos. Quero deixar um legado positivo", disse, complementando.

"Quero defender meu cinturão do peso de cima e continuar fazendo algo que nenhuma fez ainda. Porque eu quero chegar no momento da minha vida, quando olhar para trás, pensar que consegui chegar no topo mais alto, tive tudo que queria. Se existe uma porta aberta, a gente entra, experimenta. Tudo na minha vida foi assim. Quando surgiu a luta com a Cris (Cyborg) foi assim, pensei que era uma grande oportunidade de botar meu nome em outro patamar. Meu próximo passo é defender o título dos penas, ninguém fez isso (simultaneamente ao dos galos). É continuar fazendo história. Tudo que fiz, junto com minha equipe e família está sendo pago aos poucos e a vida tem sido boa comigo. Sou abençoada pra caramba. Quero estar sempre nesse patamar, no topo mais alto", finalizou.

Mas para cumprir tudo que está planejando, Amanda Nunes tem que passar novamente por Germaine De Randamie. As lutadoras já se enfrentaram, em 2013, com vitória da brasileira por nocaute técnico. Seis anos depois deste confronto, a campeã confia que seu jogo ainda é superior ao da sua adversária.

"Ela movimentava bastante antes, hoje já está mais parada, plantada. Claro que trago daquela luta para essa próxima as quedas. Todo mundo sabe que vou tentar botar para baixo, mas ela não sabe como. Se tiver alguma chance posso finalizar e pode ter certeza, eu vou sair com meu cinturão em mãos", confia.

Amanda Nunes defende pela quinta vez seu cinturão peso-galo do Ultimate contra Germaine de Randamie, em Las Vegas (EUA), no UFC 245. Em sua última apresentação, em julho deste ano, a brasileira nocauteou Holly Holm.

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