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Raulian Paiva treina nos EUA para superar drama pessoal antes de luta no UFC

Felipe Paranhos, em Salvador (BA)

Ag. Fight

19/07/2019 09h00

Em outubro de 2018, Raulian Paiva foi vítima de um atropelamento no Amapá, e no acidente, sua noiva Tieli Alves viria a falecer. Pouco mais de três meses depois, o atleta estreou no UFC e, apesar de ter feito um confronto equilibrado, saiu com a derrota na decisão dividida dos juízes. Para conseguir triunfar na segunda luta no evento, o peso-mosca (57 kg) viu a necessidade de mudar de ares durante a preparação.

Escalado para encarar Rogério Bontorin no 'UFC Fight Night 156', a ser realizado no Uruguai, no dia 10 de agosto, o amapaense decidiu realizar o seu camp de treinamento no 'Team Alpha Male', sediado na cidade de Sacramento, nos EUA. O intuito, de acordo com o próprio, era tanto progredir como lutador, como se afastar de tudo que o fizesse se lembrar de um passado recente desagradável.

"Estar longe do Brasil me ajudou bastante. Eu precisava colocar a minha cabeça no lugar, focar apenas na preparação para a luta. Evoluí bastante nos treinos, na minha maturidade. Vim para a América para tentar esquecer o que eu passei e priorizar o meu trabalho", narrou o atleta que foi contratado por Dana White após vencer sua luta no programa 'Contender Series Brasil'.

Em uma das mais laureadas equipes do mundo, Raulian pôde treinar com grandes nomes do MMA mundial. Fato este que, na visão dele, foi primordial para a sua evolução em diversas áreas, em especial no wrestling. Nem mesmo a dificuldade de comunicação o atrapalhou, tanto que, inclusive, a sua evolução foi elogiada por Urijah Faber, líder da equipe e membro do Hall da Fama do UFC.

"O material humano é muito bom, tanto de lutadores como técnicos. A academia está sempre lotada de atletas de alto nível. Treinei com diversos especialistas que me ajudaram a evoluir muito no wrestling, o que será importante contra o Bontorin. E mesmo sem falar tão bem o inglês, consegui receber um elogio do Urijah Faber sobre o meu progresso", concluiu.

Com apenas 23 anos, Raulian Paiva já possui 20 combates no cartel, com apenas duas derrotas. Seu adversário, Rogério Bontorin, de 27 anos, tem 15 vitórias e um revés na carreira. O paranaense, um especialista no jiu-jitsu, conquistou onze de seus triunfos através de finalização.

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