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Paulo 'Borrachinha' explica lesão e mira top 5 do ranking em retorno ao UFC

Diego Ribas, em Las Vegas (EUA)

Ag. Fight

28/11/2018 08h00

A contundente vitória sobre Uriah Hall em julho colocou Paulo 'Borrachinha' em rota de colisão direta pelo cinturão do UFC, tanto que sua luta com Yoel Romero, número um do ranking dos pesos-médios (84 kg), foi agendada para o primeiro card da temporada 2019. No entanto, uma lesão no braço do brasileiro o deixará de molho por alguns meses, tempo que pode ser o suficiente para que a categoria ganhe novos rumos.

Mas, apesar disso, o atleta garante que o cinturão do evento será seu no próximo ano, independentemente de quantas lutas ele ainda tenha que fazer. Para isso, seu retorno ao octógono, ainda sem data definida, teria que ser contra um rival de peso no ranking.

"Não sei contra quem vai ser. Deve ser alguém dos cinco . Mas muita coisa pode mudar, muita luta pode cair e alguém pode ser escalado para lutar comigo. Mas acho que alguém até o quinto está na faixa", ponderou durante entrevista exclusiva com a reportagem da Ag. Fight.

Apesar do plano, a movimentação da categoria pode adiar o sonhado dia da disputa de título. Afinal, Romero segue disposto a encontrar um oponente para sua luta em janeiro, enquanto nomes como Anderson Silva, Israel Adesanya e o campeão Robert Whittaker já possuem duelos agendados. Ao mesmo tempo, Ronaldo 'Jacaré' e Luke Rockhold devem estar prontos para o octógono em breve, o que deixa a disputa pelo topo da divisão em aberto.

"A ideia é fazer mais uma luta, e se fosse com o Romero ir para o título", analisou o sempre confiante peso-médio. "Não sendo com com ele, acredito que pode ser em uma ou duas . Vai depender do desenrolar da divisão na época, do resultado da luta do Gastelum com o Whittaker. Não quer dizer que atrapalhou, mas também não avançou. Temos que esperar pra ver. Não dá para falar se vai ser mais um ou duas. Mas o fato é que estou convicto e tranquilo de que, se for uma ou duas, o cinturão vai chegar em 2019 para mim".

Enquanto se recupera em Contagem, cidade de Minas Gerais onde também faz a maior parte de seus camps, Borrachinha, talvez a maior revelação do MMA nacional dos últimos anos, tem na lesão no braço uma motivação para redobrar os cuidados com seu corpo. Afinal, foi justamente essa mesma contusão que o tirou de um card do UFC no primeiro semestre do ano.

"A lesão é a mesma de fevereiro ou março, de quando eu tinha uma luta marcada com o Hall, e a luta foi adiada. Tive a mesma lesão após a luta com ele, mas em uma intensidade menor, rompeu apenas 20%. Aí a gente resolveu abortar a luta para janeiro porque não daria tempo para tratar e treinar. ou eu tratava ou treinava. Da última eu optei por treinar, não tratei totalmente e rompeu de novo. Dessa vez, quero que não rompa nunca mais, vou tratar 100%. O tratamento é mais um mês e meio, quase dois, e depois mais dois ou três para voltar a lutar", revelou.

Aos 27 anos, Borrachinha acumula cartel invicto com 12 vitórias no MMA profissional. Delas, 11 foram por nocaute, retrospecto que somado à única finalização do currículo garantem ao atleta um feito: nenhum de seus combates chegou ao final do segundo assalto.

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