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Wilson Reis ressalta necessidade de vitória antes de possível extinção de categoria no UFC

Felipe Paranhos, em Salvador (BA)

Ag. Fight

23/11/2018 08h00

Embora já tenha sido campeão de duas organizações e passado por algumas das mais relevantes ligas de MMA do mundo, Wilson Reis fará, contra Ben Nguyen, uma das mais importantes lutas de sua carreira. Isso porque o duelo, a ser realizado no UFC Adelaide, no próximo dia 2, pode sacramentar a sua permanência ou sua dispensa do Ultimate.

Em abril de 2017, o especialista em jiu-jitsu chegou ao ponto mais alto da carreira: a disputa do título mosca (57 kg) do UFC. Derrotado pelo até então imbatível campeão Demetrious Johnson, o brasileiro recebeu outra dura missão: Henry Cejudo, medalhista de ouro na Luta Olímpica em Pequim-2008. Reis perdeu para o atual detentor do cinturão da categoria e experimentou algo que jamais havia sentido na carreira: o gosto de perder lutas consecutivas.

Neste ano, Wilson fez duelo duro contra John Moraga, mas acabou outra vez sem a mão levantada. Diante dos três reveses consecutivos e da possibilidade da divisão peso-mosca ser dissolvida pelo Ultimate, o brasileiro precisa mais do que nunca da vitória para provar que ainda tem valor para a organização - seja na sua categoria, se ela seguir viva, seja como galo (61 kg), divisão pela qual lutou no Bellator, entre 2011 e 2014, e no início de sua jornada no UFC.

Em entrevista exclusiva para a reportagem da Ag Fight, Reis comentou sua situação junto à organização, explicou que tem mais uma luta em contrato, mas demonstrou que sabe a necessidade de vencer para espantar o fantasma da demissão.

"Eu sou um cara que já lutou pelo título, venho lutando no UFC há cinco anos, sempre com caras do top 10, então isso me qualifica muito, e eu amo lutar no UFC, respeito demais o Dana White e todos os organizadores, todos os funcionários. Todo mundo é muito profissional, muito gente boa comigo. Então, para mim é um sonho e um prazer trabalhar no UFC. Por isso, estou bem tranquilo. Estou superfocado nesta luta. Tem muitos rumores de que a categoria vai acabar, mas o UFC ainda não se comunicou, então eu, particularmente, estou rezando para que isso seja apenas rumor e que nada mude. Mas, independente do que vai acontecer no futuro, o mais importante para mim é ganhar a próxima luta, para ficar em uma boa posição para negociar o meu futuro", declarou.

Wilson também analisou o jogo de Nguyen. Embora tenha cinco finalizações na carreira, o americano de raízes vietnamitas é mais habilidoso na trocação. Por isso, o brasileiro pretende usar a luta agarrada para vencê-lo, o que já deu certo para Louis Smolka - que o nocauteou no chão após levar a melhor em uma sequência de transições no solo - e Jussier 'Formiga', que o finalizou.

"Ben Nguyen é um cara muito bom na parte em pé. Ele é bem versátil na parte de muay thai, de chutes, então com certeza vou explorar a parte de wrestling e chão com ele. Mas eu ainda acho que ele é um cara qualificado no chão. Ele lutou muito bem com outros adversários, finalizou o Tim Elliott, que é um cara que tem um grappling muito bom, então é um cara que a gente não pode dormir na parte de chão. Ele tem um jogo bem perigoso. Mas eu estou bem tranquilo, bem treinado, super, hiper, mega bem preparado para essa luta. E, se Deus quiser, vai ser vitória cedo, no primeiro round", previu.

Reis chega ao UFC Adelaide com 22 vitórias e nove derrotas na carreira. Natural de Januária (MG), o atleta buscará, contra 'Ben 10', vencer sua primeira luta desde fevereiro de 2017, quando derrotou Yuta Sasaki no UFC 208.

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