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Academia é acusada de adotar crianças pobres para lutar MMA na China

Ag. Fight

31/08/2017 14h03

 

As autoridades chinesas removeram 19 crianças de dentro da academia Enbo MMA Club, situada em Chengdu, na província de Sichuan. De acordo com informações do site "China Daily", esses meninos eram mantidos no local diante de péssimas condições e obrigados a treinar e lutar em eventos sem estrutura.

A denúncia veio após a divulgação de um pequeno documentário publicado em julho pelo canal Pear Video e que causou bastante polêmica na China. O vídeo mostra a rotina de algumas crianças órfãs que foram adotadas por um dono de academia de MMA e são colocadas para treinar e lutar.

Em determinado momento do documentário, é filmada uma luta em um cage improvisado com vários adultos do lado de fora assistindo. A academia responsável pelas lutas é liderada pelo ex-policial En Bo.

De acordo com o vídeo, mais de 400 crianças passaram pela academia desde 2011, a maioria deles órfãos de pai e mãe. O documentário começa com um menino dizendo que sua rotina se resume em acordar, treinar, tomar banho, treinar novamente e dormir. Quando um dos responsáveis é perguntado se os garotos recebem algum tipo de cachê para se apresentar, a resposta é "mais ou menos".

Contando a história de alguns dos meninos, o discurso é repetido várias e várias vezes. Eles alegam que se alimentam melhor na academia do que se estivessem em casa e miram o sonho de um dia lutar no UFC.

Grande parte das crianças é proveniente de Liangshan, uma região agrícola bastante pobre e que é famosa por fomentar o grande problema de escravidão infantil que a China atravessa. Apesar das graves denúncias, informações publicadas pelo site "South China Morning Post" davam conta que duas crianças haviam se recusado a deixar o local, alegando serem melhor tratadas lá do que em suas cidades de origem.

 

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