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Fifa vai consultar federações sobre Copa a cada dois anos e novo calendário

Presidente da entidade prometeu que as decisões sobre uma reforma no calendário sairiam até fim do ano - Rodrigo Villalba/MemoryPress
Presidente da entidade prometeu que as decisões sobre uma reforma no calendário sairiam até fim do ano Imagem: Rodrigo Villalba/MemoryPress

20/09/2021 14h39

A Fifa anunciou hoje que planeja organizar uma "reunião online" no dia 30 de setembro para consultar as federações que integram a entidade sobre a reforma do calendário, que inclui entre outros temas a realização da Copa do Mundo a cada dois anos.

O órgão que comanda o futebol mundial divulgou um comunicado indicando querer "lançar uma nova fase de consultas sobre os calendários internacionais feminino e masculino, com o final de 2023 e 2024, respectivamente".

"Após convites dirigidos às partes, incluindo as confederações como um todo, no início de setembro, as negociações serão organizadas nos próximos meses", destacou a Fifa.

"A Fifa também convidou suas associações-membro para uma primeira cúpula online em 30 de setembro de 2021. Será uma das muitas ocasiões para estabelecer um debate aberto e construtivo em nível global e regional ao longo dos próximos meses", acrescentou.

O debate sobre uma Copa do Mundo a cada dois anos foi relançado nos últimos dias no jornal francês L'Equipe pelo ex-técnico Arsène Wenger, diretor de desenvolvimento da Fifa, que defende um torneio internacional de seleções todos os anos, alternando Copa do Mundo e competições continentais, como a Eurocopa ou Copa América.

A Uefa, a poderosa confederação europeia do futebol, e a Conmebol não se mostraram favoráveis a esta iniciativa até agora.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, prometeu que as decisões sobre a proposta seriam tomadas até o final do ano.

Nesta campanha de opinião, a entidade que rege o futebol mundial divulgou na quinta-feira passada o resultado de uma enquete on-line que indica que uma pequena maioria de torcedores apoia a ideia de uma Copa do Mundo "mais frequente".

Este estudo contrasta com a clara oposição expressa por várias dezenas de associações nacionais de torcedores.

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