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Yannick Noah lamenta 'silêncio' de esportistas brancos contra o racismo

O ex-tenista Yannick Noah - Sylvain Lefevre/Getty Images
O ex-tenista Yannick Noah Imagem: Sylvain Lefevre/Getty Images

em Paris (França)

07/06/2020 19h51

O ex-tenista Yannick Noah, o último campeão francês do torneio masculino de Roland Garros, lamentou hoje "o silêncio" de atletas brancos após a morte de George Floyd nos Estados Unidos, em ação policial, que desencadeou uma onda de protestos contra a discriminação contra minorias.

"É bom que os jovens estejam envolvidos, mas o que me incomoda é que sejam todos mestiços ou negros", disse Noah à rede de televisão France 2, quando perguntado sobre as opiniões manifestadas sobre o assunto pelo futebolista Kylian Mbappé ou pelos tenistas Jo-Wilfried Tsonga e Gael Monfils. "É uma injustiça que deve sensibilizar a todos", acrescentou.

"O silêncio me incomoda", disse ele quando perguntado se os atletas brancos deveriam se comprometer com esse assunto.

"O que me tranquiliza é que falamos rápido o suficiente de injustiça. Sim, isso acontece o tempo todo", afirmou o ex-astro. "Mas agora também existem jovens brancos, uma geração jovem que percebe que este é o seu futuro e que não querem viver neste mundo".

Yannick Noah, é filho de pai camaronês e mãe francesa e foi campeão de Roland Garros em 1983. O ex-tenista, que acabou de completar 60 anos, postou uma foto sua no Instagram na semana passada, vestindo uma camiseta branca que dizia "Não consigo respirar, #JusticeForGeorgeFloyd".

No vídeo de sua prisão, George Floyd, um negro de 46 anos, é ouvido repetindo a frase "Não consigo respirar", enquanto um policial o imobiliza no chão, com um joelho apoiado em seu pescoço.

Noah comentou o assassinato de Floyd: "É uma injustiça que deve conscientizar a todos. Estou certo de que, em geral, a polícia faz um trabalho muito bom, mas há maçãs podres".

Antes de Noah, o hexacampeão mundial britânico de Fórmula 1 Lewis Hamilton lamentou o "silêncio" dos "grandes astros" de seu esporte, que ele considera "dominado por brancos".

O jogador de futebol alemão nascido em Gana, Jérôme Boateng, considerou esta semana "desejável" que mais atletas brancos famosos usem sua "notoriedade" para combater o racismo.

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