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Suárez se diz magoado após rumores de que jogadores não queriam reduzir salários

02/04/2020 19h56

Montevidéu, 2 Abr 2020 (AFP) - O atacante uruguaio Luis Suárez disse nesta quinta-feira que "ficou magoado" com os comentários que circulavam sobre o acordo entre o Barcelona e os jogadores de baixar seus salários, diante da pandemia de coronavírus, já que a equipe sempre buscou "a melhor solução".

"Dói porque somos os primeiros que queriam chegar a um acordo", disse Suárez à rádio uruguaia Sport890, referindo-se àqueles que criticaram a lentidão dos jogadores em aceitar baixar seus salários em 70%, com o objetivo de aliviar a situação das finanças da equipe catalã em meio à interrupção do futebol.

"Sabemos qual é a situação em que o clube se encontra, a situação em que o mundo está hoje e era só um detalhe mínimo. Mas foram ditas coisas (como) que os jogadores não queriam ceder; que os jogadores de basquete e de handebol haviam chegado a um acordo e nós não".

"Não chegamos a um acordo porque estávamos esperando a melhor solução para o clube e para nosso benefício e tentando ajudar os funcionários", acrescentou.

"Ninguém do elenco se recusou, porque sempre quisemos colaborar".

O atacante também aproveitou a oportunidade para solicitar que o governo uruguaio decrete a quarentena obrigatória.

"É a melhor solução para o bem de todos. Sei que no Uruguai é difícil, porque muitas pessoas vivem do dia a dia (...) mas se nem todos nos unirmos e formos todos para o mesmo lado, será difícil sair dessa situação", disse ele.

Por outro lado, garantiu que nunca pensou em voltar ao país para passar a quarentena, assim como fizeram os uruguaios Diego Godín e Édinson Cavani.

"Se for para correr o risco de expor minha família para ir ao Uruguai e ficar enclausurado, sinceramente, prefiro cuidar dos meus, cuidar de toda a população (...) e ainda mais saindo de um dos países com mais infectados, como a Espanha", afirmou.

Suarez disse que a interrupção foi útil para se recuperar da lesão no joelho que o mantinha longe dos gramados. "Com tudo isso, não vou mais perder nenhum jogo", disse ele.

Mas ele também previu que o retorno será árduo. "Será difícil voltar ao normal... há equipes que estão tendo muitos prejuízos, com a perda da receita da televisão, da venda de produtos e que são difíceis de recuperar porque as pessoas não terão dinheiro para obter essas coisas".

gv/gfe/aam

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