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Ronaldinho Gaúcho é detido e levado para quartel em Assunção

06/03/2020 23h59

Asunción, 7 Mar 2020 (AFP) - O ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Assis foram detidos na noite desta sexta-feira e levados a um quartel da polícia em Assunção, por ordem da Procuradoria Geral do Paraguai.

"A Procuradoria Geral determinou a detenção de Ronaldinho por uso de documento público de conteúdo falso e solicitou medida cautelar de prisão preventiva", revelou um tuíte do Ministério Público.

Segundo fontes judiciais, a procuradora-geral do Estado, Sandra Quiñonez, resolveu substituir o promotor encarregado do caso, Federico Delfino, que havia recomendado à Justiça a libertação da dupla.

Quiñónez decidiu retirar Delfino do caso para colocar em seu lugar o promotor Osmar Legal, que em seguida determinou a detenção de Ronaldinho e Assis.

As mesmas fontes disseram à AFP que os irmãos serão convocados para uma audiência neste sábado.

"A detenção ocorreu por ordem de um promotor que não tem participação no expediente", disse à imprensa o advogado do jogador, Adolfo Marín.

"Esta prisão é algo incomum, não sabemos nada", destacou Marín. "Não sabemos sequer sob que acusação foram detidos".

Ronaldinho havia abandonado o Palácio da Justiça às 20H15 local (Brasília) e reapareceu às 22H00 entrando no quartel da Polícia em um veículo.

O juiz Mirko Valinotti informou à imprensa que Ronaldinho e Assis estavam livres e sem proibição de sair do país.

Ronaldinho e seu irmão "não cumprem nenhum requisito de medidas cautelares que os proíbem de deixar o país. Eles gozam de seu direito à liberdade", afirmou o juiz Valinotti ao anunciar sua decisão.

O promotor Delfino considerou na quinta-feira que Ronaldinho e seu irmão foram enganados de boa fé e recomendou sua libertação.

Ambos apresentaram documentos de identidade paraguaios falsos ao chegar ao Aeroporto Internacional de Assunção, na quarta-feira.

Ronaldinho e seu irmão explicaram que os documentos que eles apresentaram no aeroporto foram presenteados a eles e que consideraram o fato como uma honraria.

Eles esclareceram que possuíam todos os documentos de identidade pessoal de seu país e que não tinham restrições para deixar o Brasil.

O ex-jogador do Barcelona e PSG, e Bola de Ouro em 2005, estava no país para cumprir uma agenda humanitária com crianças e comparecer na inauguração de um cassino, além de lançar um livro de memórias, quando a polícia denunciou sua entrada com passaporte adulterado.

O empresário brasileiro Wilmondes Sousa Lima e María Isabel Gayoso, do Paraguai, e Esperanza Apolonia Caballero foram acusados pelo caso.

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