Topo

Futebol


Messi, uma lenda viva que chega a sua 6ª Bola de Ouro

Lionel Messi ergue o troféu do Bola de Ouro - FRANCK FIFE / AFP
Lionel Messi ergue o troféu do Bola de Ouro Imagem: FRANCK FIFE / AFP

Madri (Espanha)

02/12/2019 19h53

É difícil encontrar adjetivos para Lionel Messi, cuja lenda não para de aumentar e nesta segunda-feira ele acrescentou outro capítulo histórico, tornando-se o único jogador a ter seis bolas de ouro.

Dez anos após sua primeira Bola de Ouro em 2009, o capitão do Barcelona conquistou seu sexto prêmio, vencendo o zagueiro do Liverpool Virgil Van Dijk (2º) e seu histórico adversário, Cristiano Ronaldo (3º).

O astro argentino deixa para trás o português, dono de cinco Bolas de Ouro, mas também outras lendas do futebol como Johan Cruyff, Michel Platini e Marco Van Basten com três.

"Leo ilumina tudo", disse o técnico do Barcelona Ernesto Valverde em meados de novembro sobre seu capitão, que parece continuar melhorando, com o passar dos anos desde que estreou em uma partida oficial com o Barça em outubro de 2004.

Era essencial para o Barça vencer a Liga 2018-2019 em maio, apenas alguns dias após o nascimento de seu terceiro filho, Ciro, e apesar do fato de a equipe do Barça não ter passado nas semifinais na Liga dos Campeões e ter perdido a Copa do Rei contra o Valencia, Messi, continuou somando recordes.

Peça essencial

Lionel Messi comemora gol sobre o Celta pelo Espanhol - Josep LAGO / AFP
Lionel Messi comemora gol sobre o Celta pelo Espanhol
Imagem: Josep LAGO / AFP

O argentino voltou a ser o artilheiro da Liga com 36 gols, sendo o primeiro jogador a receber seis Chuteiras de Ouro, novamente acima das cinco de Cristiano Ronaldo e, de cara, marcou seu gol de número 700 com a camisa do Barça nas semifinais da Champions.

Aos 32 anos, ele continua sendo a peça essencial de um time que depende de seus objetivos, passes e visão de jogo.

"Quem fez a maior diferença foi Leo, aparece apenas em uma jogada e coloca a bola onde quer", disse o meia do Atlético de Madrid no domingo, Saúl Ñíguez, a última vítima do craque (1-0), que manteve seu time no topo da tabela.

Discreto e geralmente contido nas palavras, Messi aumentou suas declarações desde que a braçadeira de capitão ficou vaga após a saída de Andres Iniesta em 2018, em uma nova etapa em sua vida no clube ao qual chegou em 2001.

Em La Masía, o famoso centro de treinamento do Barça, Messi foi trabalhado para ser um jogador de futebol, enquanto continuava um tratamento iniciado em Rosário, sua terra natal, para solucionar um problema de falta de hormônio do crescimento.

Nos últimos 15 anos e em 701 jogos com a camisa do Barça, Messi ganhou tudo e se tornou o jogador do Barcelona com mais títulos.

Em sua lista há 4 Champions (2006, 2009, 2011 e 2015), 10 Ligas espanholas, 6 Copas do Rei, 8 Supercopas da Espanha, 3 Supercopas Europeias e 3 Mundiais de Clubes.

Argentina, o desafio

O craque também coleciona recordes individuais: é o maior artilheiro da história do Barcelona (614 gols), assim como do campeonato espanhol (428), já que em 2014 ele superou o recorde que, 60 anos antes, havia sido estabelecido pelo lendário atacante basco Telmo Zarra com 251 gols.

Na última temporada, também igualou Zarra no número de troféus 'Pichichi' entregues ao artilheiro da Liga com seis prêmios (2010, 2012, 2013, 2017, 2018 e 2019).

Aguero e Messi foram os jogadores que garantiram o empate da Argentina com o Uruguai em amistoso em Tel Aviv - AMMAR AWAD/AFP
Aguero e Messi foram os jogadores que garantiram o empate da Argentina com o Uruguai em amistoso em Tel Aviv
Imagem: AMMAR AWAD/AFP

Ao jogador argentino, casado com Antonela Roccuzzo, com quem tem três filhos, resta o desafio de alcançar a glória com a camisa da seleção argentina, algo que o outro gigante argentino Diego Armando Maradona conseguiu ao conquistar a Copa do Mundo de 1986.

Vencedor da medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim-2008, Messi não repetiu o brilho que conseguiu no Barça com a camisa da Albiceleste, com a qual disputou quatro Copas do Mundo desde a edição de 2006, sendo provavelmente a mais dolorosa derrota aquela sofrida para a Alemanha (1-0) na final do mundial do Brasil em 2014.

A Copa América também é uma pedra no sapato de Messi, com as finais perdidas na Venezuela-2007 para o Brasil e para o Chile em 2015 e 2016, além da eliminação nas quartas de final em 2011 diante do Uruguai e nas semifinais perdendo para o Brasil em 2019.

O craque argentino espera encerrar essa sina em 2020, na Copa América que será disputada na Argentina e na Colômbia. E quem sabe não realiza seu maior sonho em 2022, na Copa do Mundo do Catar.

Futebol