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Federer, Nadal e Djokovic: uma dinastia sem fim na era dourada do tênis

26/12/2018 14h00

Paris, 26 dez 2018 (AFP) - Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic dominaram os quatro Grand Slams de 2018 e se sucederam na liderança do ranking mundial, estendendo sua dinastia na era de ouro do tênis, numa temporada em que jovens talentos como Karen Kachanov e Alexander Zverev deram um salto de qualidade.

Em início de novembro, Khachanov, 22 anos, conquistou o Masters 1000 de Paris superando com autoridade Djokovic, que na véspera havia derrotado Federer em partida memorável.

Em seguida foi a vez de Zverev, 21 anos, comprovar seu talento erguendo o troféu do ATP Finals, último torneio do ano, com direito a um fim de semana em que venceu Federer nas semifinais e Djokovic na decisão.

Mas, antes deste sopro de juventude no final do ano, o domínio do circuito foi total dos três lendários tenistas, que, juntos, somam 51 Grand Slams (20 de Federer, 17 de Nadal e 14 de Djokovic) e ocupam os três primeiros lugares no ranking histórico de vencedores de Majors -Djokovic está empatado com Pete Sampras.

Após uma temporada de 2017 em que Federer e Nadal repartiram as maiores conquistas -dois Grand Slams para cada-, 2018 começou prometendo poucas mudanças.

Federer renovou seu título no Aberto da Austrália, um torneio em que Nadal se viu obrigado a desistir nas quartas de final contra Marin Cilic devido a uma lesão na perna direita.

O espanhol alternou grandes momentos com lesões inoportunas durante todo o ano, mas não deixou de reinar na turnê no saibro, conquistando pela 11ª vez Roland Garros, um feito histórico no tênis.

- Renascimento em Wimbledon -Número 1 do mundo durante boa parte da temporada, na qual Federer, aos 36 anos, ocupou o trono por algumas semanas e se tornou o tenista mais velho da história a fazê-lo, Nadal aparecia como grande favorito para Wimbledon.

Foi aí que aconteceu o inesperado. Djokovic, em decadência desde 2016, penava no circuito após passar por cirurgia no cotovelo em fevereiro, mas chegou ao Grand Slam inglês e, de repente, reencontrou seu melhor tênis.

Contra Nadal, Djoko fez uma semifinal inesquecível, disputada sob teto fechado em dois dias, e chegou à final, atropelando o sul-africano Kevin Anderson e se recolocando no topo do esporte.

A partir de Wimbledon, o sérvio, que depois de várias tentativas frustradas com outros nomes reformou a parceria de sucesso com o técnico Marian Vajda, recuperou a fome por vitórias e dominou o circuito.

Djokovic se tornou soberano na segunda metade da temporada, encadeando um título do US Open, no qual Nadal, que defendia a coroa, se viu obrigado a abandonar nas semifinais diante do argentino Juan Martin Del Potro devido a uma lesão no joelho.

Djoko seguiu voando e somou entre julho e novembro 35 vitórias e apenas três derrotas, assumindo o topo do ranking ATP pela primeira vez desde 2016.

- Batalha de seleções -A temporada 2018 também será lembrada pela batalha entre as competições de seleções. A Croácia terminou o ano conquistando o título da 'velha' Copa Davis em novembro, derrotando na final a França.

Em 2019, a fase final da mítica competição passará a ser disputada durante uma semana em Madri, uma iniciativa impulsionada pelo jogador de futebol do Barcelona Gerard Piqué e que encontrou resistência no circuito.

Nadal apoia a mudança, ao contrário de Federer e Djokovic, que preferem a competição por países da ATP, que será disputada em três cidades australianas a partir de janeiro de 2020.

Antes, os 'três tenores' do tênis têm motivos para seguir reescrevendo a história. Federer está a uma conquista de erguer o 100º troféu da carreira, enquanto Nadal e Djokovic querem conquistar mais Grand Slams para tentar alcançar o suíço.

pm/mcd/am

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