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Torcedores do River atacam ônibus do Boca com pedras e gases

24/11/2018 19h31

Buenos Aires, 24 Nov 2018 (AFP) - O ônibus que levava o time do Boca Junios para a final da Libertadores deste sábado foi atacado por torcedores do River Plate, que utilizaram pedras e gases para agredir o rival.

Segundo imagens de televisão, o veículo entrou no palco da decisão com vários vidros laterais quebrados. Os jogadores do Boca, aos descerem do ônibus, tossiam e estavam com lágrimas nos olhos por conta do efeito dos gases.

"Nos jogaram de tudo", disse o capitão do Boca Pablo Pérez, visivelmente afetado. Já o zagueiro Carlos Izquierdoz relatou rapidamente que "nos jogaram gás de pimenta, paus, pedras. Entrou de tudo no ônibus".

A televisão mostrou imagens da entrada dos jogadores e comissão técnica no vestiário, visivelmente afetados com os gases.

"Foi um descontrole nas últimas ruas perto do Monumental. A polícia se viu transbordada com tanto vandalismo e precisou dispersar os torcedores com gás lacrimogêneo, que também entraram no ônibus pelo efeito do vento e pelas janelas quebradas", disse um dos dirigentes à imprensa.

Os incidentes desencadearam mensagens de indignação entre ex-jogadores nas redes sociais.

"Preparado para ver o jogo e mais uma vez tenho que viver diante de meus filhos um espetáculo desagradável... Até quando?", questionou o ex-atacante Gabriel Batistuta, que defendeu as camisas dos dois times.

Pablo Pérez chegou a ser transferido para uma clínica para ser analisado por um médico, segundo informações dos dirigentes do Boca.

"Mais uma oportunidade perdida diante do mundo inteiro que nos observa. Vergonhoso, lamentável", escreveu Batistuta no Twitter.

O jogo estava inicialmente programado para às 18h pelo horário de Brasília, mas foi adiado pela Conmebol e vai começar às 20:15h.

O ex-zagueiro do Barcelona Carles Puyol lamentou o episódio em suas redes sociais: "Que pena as notícias que chegam da Argentina... Assim não se vive o futebol. Vergonha!", escreveu o antigo capitão do Barça.

O deslocamento do elenco foi feito com forte custódia policial desde o exclusivo setor de Puerto Madero, no centro de Buenos Aires, até o bairro de Núñez no norte da cidade, onde está localizado o estádio Monumental.

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