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Lewis Hamilton, a marca de maior sucesso da F1

31/10/2017 13h47

México, 31 Out 2017 (AFP) - Lewis Hamilton, sagrado campeão do mundo de Fórmula 1 pela quarta vez no último domingo, no GP do México, dominou os adversários na pista, mas também fora dela: é o piloto mais cobiçado pelas grandes marcas e o mais bem pago da categoria principal do automobilismo.

O britânico é o décimo atleta mais bem remunerado do mundo segundo a revista Forbes, com receita estimada em quase 39 milhões de euros, incluindo 32 milhões em salários e bonificações, e 6,7 milhões em contratos publicitários.

Com uma fortuna pessoal estimada em 170 milhões de euros, o piloto da Mercedes é o 838º contribuinte britânico mais rico, segundo o jornal Sunday Times.

Outros grandes nomes da F1, como o alemão Sebastian Vettel e o espanhol Fernando Alonso, estão longe de igualar tamanho sucesso.

Dos 32,5 milhões de euros embolsados pelo alemão, somente 420.000 são frutos de contratos publicitários. Já Alonso recebeu 30 milhões de euros no último ano, com 1,7 milhão vindo de patrocinadores.

Além dos contratos que herdou ao assinar com a escuderia Mercedes (AMG, Petronas, IWC, Epson, Hugo Boss), Hamilton vende sua imagem para a fabricante americana de equipamentos de som Bose e para o gigante dos cosméticos L'Oreal, como Michael Schumacher já fazia. O britânico também ajudou a projetar dois modelos para a construtora de motos MV Agusta e criou uma bebida energética para a Monster Energy.

Para administrar seus negócios, Hamilton montou uma empresa, a Project Forty Four (Projeto 44, número de seu carro na F1).

- 'Hamojis' -O segredo desta atratividade, segundo Hervé Bodinier, diretor-geral da consultoria Lagardère Plus, é que Hamilton é "o único piloto que ultrapassa as barreiras de seu esporte".

"É um grande 'showman', ideal para a F1", afirma o ex-piloto francês Jean Alesi. "Todos os patrocinadores adoram isso", completa.

O britânico construiu uma notoriedade que não era alcançada desde Schumacher, segundo estudo realizado pelo grupo de mídia especializado Motorsport Network em colaboração com a Nielson Sports, cujos resultados foram publicados em maio, durante o GP de Mônaco.

Próximo de diversas celebridades e acostumado a frequentar desfiles de moda e festas onde não passa despercebido, Hamilton se aventurou no mundo do cinema ("Cars", "Zoolander 2") e dos vídeogames ("Call of Duty").

Seu uso assíduo das redes sociais também lhe vale uma boa renda, graças aos 4,9 milhões de seguidores no Twitter em outubro de 2017, 4 milhões no Facebook e 5 milhões no Instagram (contra 670.000, 630.000 e 1,1 milhão do piloto holandês Max Verstappen, por exemplo).

Assim como Alonso, Hamilton também tem seus próprios emojis, chamados de "Hamojis".

"Hamilton tem as qualidades de piloto, uma personalidade atraente e usa todos os meios modernos de comunicação", resume Hervé Bodier, que trabalhou com o britânico no passado. "É isso que o fortalece como marca: para os amantes das corridas é seu rendimento, e para os leigos,ele é um dos poucos atletas que são citados no mundo todo".

- Menos que "CR7" -Todos estes argumentos certamente não devem desagradar os novos donos da F1, o grupo americano Liberty Media, que fez das redes sociais e do entretenimento uma prioridade.

Mas, mesmo se Hamilton leva enorme vantagem sobre os adversários de pista, seus 6,7 milhões de euros com publicidade não chegam perto dos 27 milhões embolsados pelo astro português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, que encabeça lista da Forbes com uma receita anual de 78 milhões de euros.

"Os pilotos de F1 têm poucos contratos publicitários porque não têm muito tempo para promovê-los e pouco espaço de comunicação para exibi-los em seus trajes e capacete", explica Bodinier.

"Quando está com a Mercedes, Hamilton tem ao menos sete contratos que a equipe exige que cumpra", continua Bodinier, "e não pode ter marcas rivais para patrocínios externos, o que é um fardo para o desenvolvimento de sua própria marca".

Neste ponto, o britânico não é o aluno dos mais aplicados, aparecendo regularmente com roupas que não são da Puma ou Hugo Boss, patrocinadores de sua equipe da F1.

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