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Os clubes de futebol e suas diversas fontes de dinheiro

30/08/2017 15h34

Paris, 30 Ago 2017 (AFP) - Benefícios relevantes através de marketing, direitos de televisão, venda de ingressos, premiações por títulos e acionistas poderosos... Num mercado em plena expansão, as receitas de um clube de futebol vêm de diversas fontes e permitem o financiamento da compra de jogadores por valores cada vez mais exorbitantes.

. Acionistas ricosO Paris Saint-Germain é propriedade de um fundo soberado do Catar, enquanto o Manchester City de outro de Abu Dabi. Por conta disso, o orçamento do PSG ultrapassa os 500 milhões de euros. Além do esporte, muitas vezes o que está em vista são interesses políticos.

Diante da chegada de Neymar ao PSG, o Catar aumentou sua visibilidade. Para Andreas Krieg, analista associado ao King's College de Londres, esta transferência "manda um sinal muito forte do Catar no mundo esportivo" e cria um desafio para a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, adversários que desejam isolar o Catar.

O Chelsea e o Monaco pertencem a endinheirados empresários russos, Roman Abramovich e Dmitri Rybolovlev, respectivamente. O Rennes é de François Pinault e o Olympique de Marselha do americano Frank McCourt.

Mas também existem outros modelos. O Barcelona e o Real Madrid são conhecidos pelos seus "sócios", torcedores acionistas que escolhem o presidente.

Na França, o Guingamp lançou uma assinatura que permite seus torcedores se transformarem no "Coração" da equipe, por 40 euros mensais. Segundo o time, 15.202 pessoas participaram e e entraram no capital da sociedade anônima que gerencia o clube.

. Direitos de televisãoAs redes de televisão estão dispostas a pagarem bilhões de euros para transmitir com exclusividade competições como a Premier League ou a Liga dos Campeões. As ligas profissionais, que organizam em grande parte os direitos de TV, repassam grande parte dos valores para os clubes.

Os direitos de TV são a maior parte das receitas dos clubes. No triênio 2016-2019 da Premier League, os valores vão chegar aos 2,3 bilhões de euros.

O aumento dos direitos de TV mais do que dobraram nos últimos 10 anos, nos cinco maiores campeonatos da Europa: Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França.

. Marcas e mercadoAlém dos direitos de TV, os clubes recebem investimentos de multinacionais, marcas esportivas e empresas, que passam a associar seus nomes aos êxitos esportivos das equipes.

A marca Chevrolet, por exemplo, paga 67 milhões de dólares por ano para estampar seu logotipo na camisa do Manchester United. A fornecedora Nike vai investir pelo menos 150 mi por temporada, a partir de 2018-19, para vestir o Barcelona.

As receitas permitem que os clubes invistam no mercado de transferências, altamente inflacionado por conta do processo de globalização do futebol, cada vez mais acompanhado na América do Norte e na Ásia.

Segundo o escritório Deloitte, a Inglaterra nem precisou esperar o fim desta janela de transferências para quebrar o recorde de gastos estabelecido no ano passado. Até agora, foram 1,38 bilhões de euros investidos em novas contratações.

. MarketingOs grandes clubes se reforçaram para conquistar títulos e garantir a participação nas competições mais lucrativas, especialmente a Liga dos Campeões.

Na edição 2015-16, a Uefa pagou mais de 1,3 bilhões de euros em premiações e direitos de televisão aos 32 participantes da fase de grupos e 10 eliminados nos play-offs.

O PSG, por exemplo, recebeu 70,8 milhões por chegar às quartas de final, enquanto o campeão Real Madrid embolsou 80 milhões ao levantar a taça.

Atrair estrelas tem outra vantagem, já que alguns tem o espírito do marketing. O PSG acredita que o efeito Neymar possa fazer do clube "uma franquia internacional e uma plataforma de comunicação mundial para as marcas que passem a se associar", explicou à AFP o diretor geral da Union Sport et Cycle, Virgile Caillet.

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