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Nadal e Federer brigam pelo topo no US Open

27/08/2017 15h35

Nova York, 27 Ago 2017 (AFP) - Apesar da rivalidade de 13 anos e 37 jogos no circuito ATP, o espanhol Rafael Nadal e o suíço Roger Federer nunca se enfrentaram no Aberto dos Estados Unidos, que começa nesta segunda-feira, em Nova York.

Nesta edição, os dois são os favoritos ao título, mas podem se cruzar antes mesmo da final por conta do sorteio que os colocou na mesma chave.

Nadal recuperou o topo do ranking ATP após três anos, mas ninguém garante que o espanhol vai sair do US Open na mesma posição.

Pouco dias antes do início do torneio, o britânico Andy Murray anunciou que não vai participar da competição por conta de lesão. A disputa entre o número 1 está entre Nadal e Federer.

Duas vezes campeão em Nova York, Nadal está atrás de seu 16º título de Grand Slam. O caminho para a conquista ficou mais simples depois de Murray, número 2 do mundo, abandonar o torneio.

- Murray, Djoko e Wawrinka fora -O escocês não se recuperou de lesão no quadril, após derrota na semifinal de Roland Garros para o suíço Stan Wawrinka em junho.

O bicampeão Novak Djokovic também encerrou a temporada para se recuperar de lesão no cotovelo. Já o atual campeão Wawrinka se recupera de cirurgia no joelho e não vai poder defender sua coroa.

Com o japonês Kei Nishikori e o canadense Milos Raonic também lesionados, cinco dos 11 melhores do mundo estarão ausentes do torneio em Nova York.

Nadal é o primeiro cabeça de chave, mas chega à competição após cair nas quartas de final do Masters 1000 de Cincinnati para o australiano Nick Kyrgios. O espanhol também perdeu no Masters 1000 de Montreal para a surpresa canadense Denis Shapovalov.

Se os prognósticos se confirmarem, Federer e Nadal podem se enfrentar nas semifinais da competição.

"As finais são mais especiais que as semifinais, mas enfrentá-lo aqui nas semifinais, caso isso aconteça, vai ser grande e assombroso", comentou o espanhol.

Aos 36 anos, Federer está em uma das melhores fase da carreira, apostando na experiência e maestria dentro de quadra, em vez da potência física da juventude.

Federer quer voltar à final em Flushing Meadows. A última vez que chegou à decisão foi em 2009, quando foi derrotado pelo argentino Juan Martín del Potro.

Cinco vezes campeão nos Estados Unidos, entre 2004 e 2008, o suíço está atrás de seu 20º Grand Slam. Seria o terceiro título da categoria no ano, após as conquistas do Aberto da Austrália e Wimbledon.

O tenista ressurgiu com força no circuito, com cinco títulos e apenas três derrotas em 2017.

Ao contrário de Nadal, Federer comentou que seria um prazer enfrentar o espanhol nas semifinais.

"Seria divertido para todos os envolvidos. Um dos dois verá seu caminho ser interrompido no torneio, mas eu ficaria encantado em jogar com Rafa aqui em Nova York", comentou Federer. O suíço não jogou na última edição porque estava em recuperação de lesão no joelho.

- Sem favoritas -No quadro feminino, muitas tenistas também desfalcam o quadro da competição. Principais estrelas do circuito, Serena Williams está grávida e Victoria Azarenka atravessa problemas pessoais que as impedem de participar da competição, que está sem favoritas.

Mais do que uma luta pelo título, o US Open parece ser uma corrida para o topo do ranking WTA. Com um amplo leque de concorrentes para o número 1, as duas semanas do último Grand Slam do ano prometem ser animadas.

As três primeira colocadas, a tcheca Karolina Pliskova, a romena Simona Halep e a espanhola Garbiñe Muguruza, são as três primeiras cabeças de chave, respectivamente.

Mas a campeã em Wimbledon nunca passou da segunda fase no torneio americano.

"Quero estar lá e sentir que posso melhorar o que passou nos últimos anos. Sinto que nunca encontrei meu ritmo. Quero mudar isso", comentou Muguruza.

Pliskova, que ganhou os títulos de Brisbane, Doha e Eastbourne neste ano, nunca conquistou um Grand Slam. A única vez que chegou à final foi justamente em Nova York no ano passado, quando foi derrotada por Kerber.

"A energia da cidade é enorme, é obvio que adoro voltar lá. Especialmente depois do ano passado fantástico", comentou a tcheca.

Além delas, a ucraniana Elina Svitolina, a dinamarquesa Caroline Wozniacki e a atual campeã alemã Angelique Kerber também querem buscar seu espaço, assim como a veterana Venus Williams.

Já a russa Maria Sharapova, convidada por um wild-card, vai voltar a jogar o Grand Slam que já venceu cinco vezes, depois de suspensão de doping por meldonium, durante Aberto da Austrália de 2016.