Andre Agassi, a aposta de Djokovic para voltar a brilhar
Paris, 24 Mai 2017 (AFP) - Novak Djokovic apostou alto para tentar defender o título do Grand Slam de Roland Garros: o sérvio fez parceria com o lendário americano Andre Agassi, que vai treinar o número dois do mundo em Paris.
O ex-jogador aceitou dar uma pausa na aposentadoria para ajudar a relançar a carreira de Djoko, em queda livre desde que foi campeão no torneio no ano passado.
Em 12 meses, o sérvio perdeu a liderança no ranking mundial de tênis e três de quatro Grand Slam: Wimbledon, US Open e Aberto da Austrália.
Antes de iniciar Roland Garros, Djokovic continuou sem encontrar o equilíbrio nas partidas disputadas no saibro. A melhor atuação foi em Roma, onde chegou até a final, mas foi derrotado pelo jovem alemão Alexander Zverev, de 20 anos.
Para tentar mudar a situação, o ainda número 2 do mundo decidiu mudar toda a comissão técnica, a começar pelo treinador eslovaco Marin Vadja, que o acompanhou em seus 12 títulos de Grand Slam. O preparador físico e o fisioterapeuta também foram dispensados.
- Maturidade fantástica -Em dezembro, Djokovic demitiu o alemão Boris Becker, com quem trabalhou durante três anos. Agora, a aposta é em outro gigante do tênis: ninguém menos que Agassi, em sua primeira experiência como treinador profissional.
O principal problema vai ser ajudar o sérvio a recuperar a confiança, algo que Agassi sabe bastante, após longo período de seca nos anos 1990, antes da calmaria.
O americano sofreu com lesões, namorou o uso de drogas, deu positivo em exames anti-doping (arquivado pela ATP) e se divorciou, o que deixou o tênis de lado, segundo a famosa autobiografia "Open". Tudo isso o fez cair até a 140ª posição do ranking, em 1997.
Dois anos depois, Agassi venceu Roland Garros e completou a coleção de torneios de Grand Slam.
Como vinho, Agassi melhorou com o tempo, levantando mais troféus entre os 29 e 36 anos do que antes do renascimento em Paris. Foram cinco conquistas contra três. Djokovic, que completa 30 anos na segunda-feira, ainda tem muitos anos pela frente.
Apesar das trajetórias dos dois tenistas serem diferentes, Agassi e Djoko têm semelhanças no saibro. Ambos sofreram na capital francesa, mas conseguiram levantar a taça aos 29 anos. Agassi teve que esperar a terceira final, enquanto o sérvio perdeu três decisões antes de ser campeão na quarta tentativa.
- O lado humano -Dentro de quadra, Agassi é considerado um dos melhores de todos os tempos que, como Djokovic, era um mestre em pontos vencedores.
Os primeiros encontros em Paris não tratarão aspectos técnicos e táticos, segundo Marc Rosset, ex-jogador suíço e comentarista de televisão, que conhece Agassi de perto.
"É alguém que tem empatia com as pessoas e sobretudo um lado humano forte, por tudo que aconteceu com ele", indicou o campeão olímpico em Barcelona, 1992.
"Ele não dirá para Djokovic 'jogar assim ou assado'. Vai tentar dar a opinião sobre onde está e como pode melhorar", acrescentou Rosset.
O britânico Andy Murray, número 1 do mundo, acredita que a união entre os dois é algo positivo para o Djokovic e para o tênis.
"Ser ajudado por Andre é um ponto positivo para Novak e algo bom para o tênis. Quando os grandes jogadores do passado continuam no esporte, isso gera mais interesse", explicou o escocês à AFP, em ato promocional em Paris.
O que ainda precisa ser resolvido é o tempo da parceria e como Agassi vai se relacionar com o espanhol Pepe Imaz, preparador mental do tenista. Djokovic já encontrou sua nova equipe. Falta esse grupo ajudar o sérvio a voltar a dominar o tênis mundial.
O ex-jogador aceitou dar uma pausa na aposentadoria para ajudar a relançar a carreira de Djoko, em queda livre desde que foi campeão no torneio no ano passado.
Em 12 meses, o sérvio perdeu a liderança no ranking mundial de tênis e três de quatro Grand Slam: Wimbledon, US Open e Aberto da Austrália.
Antes de iniciar Roland Garros, Djokovic continuou sem encontrar o equilíbrio nas partidas disputadas no saibro. A melhor atuação foi em Roma, onde chegou até a final, mas foi derrotado pelo jovem alemão Alexander Zverev, de 20 anos.
Para tentar mudar a situação, o ainda número 2 do mundo decidiu mudar toda a comissão técnica, a começar pelo treinador eslovaco Marin Vadja, que o acompanhou em seus 12 títulos de Grand Slam. O preparador físico e o fisioterapeuta também foram dispensados.
- Maturidade fantástica -Em dezembro, Djokovic demitiu o alemão Boris Becker, com quem trabalhou durante três anos. Agora, a aposta é em outro gigante do tênis: ninguém menos que Agassi, em sua primeira experiência como treinador profissional.
O principal problema vai ser ajudar o sérvio a recuperar a confiança, algo que Agassi sabe bastante, após longo período de seca nos anos 1990, antes da calmaria.
O americano sofreu com lesões, namorou o uso de drogas, deu positivo em exames anti-doping (arquivado pela ATP) e se divorciou, o que deixou o tênis de lado, segundo a famosa autobiografia "Open". Tudo isso o fez cair até a 140ª posição do ranking, em 1997.
Dois anos depois, Agassi venceu Roland Garros e completou a coleção de torneios de Grand Slam.
Como vinho, Agassi melhorou com o tempo, levantando mais troféus entre os 29 e 36 anos do que antes do renascimento em Paris. Foram cinco conquistas contra três. Djokovic, que completa 30 anos na segunda-feira, ainda tem muitos anos pela frente.
Apesar das trajetórias dos dois tenistas serem diferentes, Agassi e Djoko têm semelhanças no saibro. Ambos sofreram na capital francesa, mas conseguiram levantar a taça aos 29 anos. Agassi teve que esperar a terceira final, enquanto o sérvio perdeu três decisões antes de ser campeão na quarta tentativa.
- O lado humano -Dentro de quadra, Agassi é considerado um dos melhores de todos os tempos que, como Djokovic, era um mestre em pontos vencedores.
Os primeiros encontros em Paris não tratarão aspectos técnicos e táticos, segundo Marc Rosset, ex-jogador suíço e comentarista de televisão, que conhece Agassi de perto.
"É alguém que tem empatia com as pessoas e sobretudo um lado humano forte, por tudo que aconteceu com ele", indicou o campeão olímpico em Barcelona, 1992.
"Ele não dirá para Djokovic 'jogar assim ou assado'. Vai tentar dar a opinião sobre onde está e como pode melhorar", acrescentou Rosset.
O britânico Andy Murray, número 1 do mundo, acredita que a união entre os dois é algo positivo para o Djokovic e para o tênis.
"Ser ajudado por Andre é um ponto positivo para Novak e algo bom para o tênis. Quando os grandes jogadores do passado continuam no esporte, isso gera mais interesse", explicou o escocês à AFP, em ato promocional em Paris.
O que ainda precisa ser resolvido é o tempo da parceria e como Agassi vai se relacionar com o espanhol Pepe Imaz, preparador mental do tenista. Djokovic já encontrou sua nova equipe. Falta esse grupo ajudar o sérvio a voltar a dominar o tênis mundial.
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