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Cocaína e festa do pijama com fãs: conheça o ex-tenista Vitas Gerulaitis

Vitas Gerulaitis durante o Torneio dos Campeões Shearson Lehman Brothers em 1985 - Ron Galella/Ron Galella Collection via Getty Images
Vitas Gerulaitis durante o Torneio dos Campeões Shearson Lehman Brothers em 1985 Imagem: Ron Galella/Ron Galella Collection via Getty Images

Do UOL, em São Paulo

02/07/2022 04h00

Vitas Gerulaitis pode não ser um tenista tão conhecido, ainda mais para quem não costuma acompanhar a modalidade. No entanto, o americano teve um enorme impacto nas décadas de 1970 e 1980.

Apesar de ser campeão de Grand Slam, foram suas façanhas fora da quadra que o destacaram no meio do tênis. O ex-tenista teve uma vida de muita curtição atrelada a suas boas atuações dentro das quadras.

Gerulaitis lutou contra o vício em drogas durante parte de sua carreira e teve um falecimento trágico devido a um vazamento de gás em seu quarto de hotel. Foi em 1994, e ele tinha 40 anos.

Carreira

Nascido em Nova York, em 1954, o americano venceu o Aberto da Austrália de 1977, ao bater John Lloyd por três sets a dois.

Além disso, chegou à final do Aberto dos EUA, de 1979, sendo derrotado por John McEnroe, e à decisão de Roland Garros, de 1980, perdendo para Bjorn Borg. Ele também venceu Wimbledon nas duplas em 1975, ao lado de Sandy Mayer.

Detentor de um estilo vistoso e grande carisma, foi um dos grandes talentos da década de 1970 e começo de 1980, ao lado de Bjorn Borg, Jimmy Connors, Guillermo Villas, Arthur Ashe e muitos outros.

Amigos famosos

O ex-tenista fez amizade com nomes famosos como Andy Warhol, Mick Jagger e Jerry Hall, Muhammad Ali e namorou inúmeras mulheres glamourosas, incluindo a modelo Cheryl Tiegs e a atriz Jennifer O'Neill. Dessa forma, foi apelidado de o melhor "playboy do tênis".

A atriz Janet Jones ao lado do tenista Vitas Gerulaitis, em 1985 - Ron Galella/Ron Galella Collection via Getty Images - Ron Galella/Ron Galella Collection via Getty Images
A atriz Janet Jones ao lado do tenista Vitas Gerulaitis, em 1985
Imagem: Ron Galella/Ron Galella Collection via Getty Images

Noitadas e vício em cocaína

Mesmo com seus bons resultados dentro de quadra, o que fez com que Gerulaitis ganhasse notoriedade na época foram suas noitadas e curtições.

Vitas era viciado em cocaína, adorava mulheres e se divertir —o que não é uma "receita" recomendada para se ter sucesso no tênis nos dias de hoje.

"Fui com ele ao Studio 54 [famosa discoteca localizada em Manhattan nos anos 70 e 80] algumas vezes. Havia filas por quilômetros do lado de fora, mas ele entrava direto porque todo mundo lá o conhecia. As pessoas o rodeavam imediatamente", relembrou John Lloyd em uma entrevista ao Independent em 2011.

"Para mim, Vitas era simplesmente 'The Man'. Ele vivia para se divertir e estava muito viciado em cocaína", lembrou Pat Cash em 2002.

Profissionalismo

Apesar do vício, Vitas era focado no tênis e agia com profissionalismo quando devia treinar para as competições.

"Ele festejava muito, mas fazia isso durante os períodos em que estava de folga do circuito de tênis. Ele ficava louco por algumas semanas e depois se punia treinando duro por um mês, praticando oito horas por dia", disse John Lloyd. E completou:

"Ele era um dos caras mais em forma e era realmente estranho pensar que ele fazia todas as outras coisas. Sua ética de trabalho quando ele não estava festejando era inacreditável. Ele não faria essas coisas quando estava jogando".

Festa do pijama com fãs

A natureza extrovertida de Gerulaitis talvez seja resumida por sua festa de 21 anos. A estrela convidou todos os fãs que estavam em uma partida de tênis para se juntar a ele em um hotel para uma festa do pijama.

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