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Por que Balneário Camboriú foi escolhida para luta de Whindersson e Popó?

Balneário Camboriú passou recentemente por ampliação de faixa de areia - Prefeitura Municipal/Divulgação
Balneário Camboriú passou recentemente por ampliação de faixa de areia Imagem: Prefeitura Municipal/Divulgação

Hygino Vasconcellos

Colaboração para o UOL, em Balneário Camboriú (SC)

29/01/2022 14h43

Localizada no litoral norte catarinense, Balneário Camboriú é conhecida pelas praias e arranha-céus - alguns desses prédios são considerados os mais altos do Brasil. Porém, apesar da ampla prática de esportes pela população, a cidade não tem tradição em abrigar eventos como a luta entre Whindersson Nunes e Popó, que ocorre amanhã. Então, por que Balneário Camboriú foi escolhida?

O organizador do FMS (Fight Music Show) Mamá Brito explicou para o UOL que outras cidades estavam no páreo. A ideia inicial era realizar o evento em Curitiba, onde reside. Porém, sem encontrar espaços adequados, passou a sondar outros locais, como Balneário Camboriú e Florianópolis, outras duas cidades nas quais o organizador tem apartamento.

Brito também levou em conta o aumento do números casos da covid-19. Nas outras duas cidades não foram encontrados espaços para realizar um "evento mais VIP", nas palavras dele, com capacidade para 2,5 mil a 3 mil pessoas.

"Você vê pelo potencial deles, o Whindersson Nunes há 30 dias colocou 30 mil pessoas numa arena. O Wesley Safadão (que se apresenta no FMS) está acostumado a grandes festivais. Porém pelo que estamos passando, essa temporada com pandemia, achei mais sensato fazer em uma arena menor a qual a gente conseguiria controlar as pessoas que estariam vacinadas. Então a melhor opção que eu tive foi uma arena muito bonita que existia em Balneário Camboriú", conta.

Whindersson Nunes vai lutar contra Popó - Hygino Vasconcellos - Hygino Vasconcellos
Whindersson Nunes treina em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, antes de luta contra Popó
Imagem: Hygino Vasconcellos

Também contou a favor de Balneário Camboriú a proximidade com as outras duas capitais. Florianópolis fica a 86 km de distância, já Curitiba está localizada a 222,5 km. "Balneário Camboriú é como se fosse um quintal de Curitiba. Então aqui já teria bastante gente para ir lá em Curitiba, e aqui também", observa Brito.

A escassez de espaços disponíveis também se deve a outro fator: o curto tempo para organizar o evento. Segundo Brito, o Fight Music Show saiu do papel em 30 dias. A pressa para preparar as lutas se deve em parte pela agenda de Whindersson.

"Eu só conseguiria fazer esse evento em 30 de janeiro, porque depois, fevereiro e março, o Whindersson iria viajar para Estados Unidos e Canadá para fazer os shows dele. Eu não conseguiria pegar mais essa janela do evento principal."

Para um evento deste porte, explica Brito, seriam necessários quatro meses de organização. "Foi loucura total." Para a luta de amanhã será exigido a apresentação de carteira de vacinação do público, que deve ter tomado as duas doses do imunizante contra o vírus.

"Nova fase da cidade", diz prefeito

O prefeito de Balneário Camboriú, Fabricio Oliveira (Podemos), entende que o Fight Music Show "simboliza uma nova fase da cidade". No final do ano passado, a praia central passou por um processo de ampliação da faixa de areia.

"Isso simboliza o grande evento depois da queima de fogos (do Reveillón). É o primeiro que chega a Balneário Camboriú nessa nova fase. E a gente fica muito feliz", observou o político.

Na cidade, o turismo de eventos não é tão explorado quanto de praias. Porém, Oliveira observa que com a inauguração do Centro de Eventos na cidade, esse filão pode ser mais desenvolvido. O novo espaço terá capacidade para receber 20 mil pessoas e sediar o primeiro evento em março deste ano. "A prefeitura vai entregar o habite-se na próxima semana. E o Centro de Eventos já apresenta um calendário robusto."

A cidade também se movimenta para atrair empresas de tecnologia e criar ali um "hub de inovação". Para isso, foram reduzidas as alíquotas do ISS (Imposto Sobre Serviços), para 2% - antes variava de 4% a 5%. Além disso, as empresas que ali se instalarem podem ficar três anos sem pagar o imposto.

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