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'Neymar será sempre muito admirado e pouco amado', diz Marcos Uchôa

Marcos Uchôa participa do programa Bola da Vez, da ESPN - Reprodução
Marcos Uchôa participa do programa Bola da Vez, da ESPN Imagem: Reprodução

Colaboração para o UOL, em São Paulo

22/01/2022 20h52

Muito talento, mas conexão precária com a torcida. Para o jornalista Marcos Uchôa, a postura é o que faz Neymar ser "pouco amado" pelos brasileiros. Convidado do "Bola da Vez", programa da ESPN exibido hoje, o ex-Globo acredita que o camisa 10 do Paris Saint-Germain será admirado por sua habilidade com a bola nos pés, mas que seu comportamento o afasta dos torcedores.

"O Neymar é um pouco vítima dessa cultura de celebridade. Acho que ele também surfa nessa onda, para o lado do bem e para o lado do mal. Eu acho o talento do Neymar incrível. Se você fosse julgar a habilidade de bola, o Neymar possivelmente estaria entre os três maiores jogadores brasileiros da história. Agora, se você ver os resultados dele, não será. Acho que o Neymar será sempre muito admirado e pouco amado, o que é uma pena, porque os grandes ídolos brasileiros de futebol foram amados", opinou Uchôa.

Uchôa destacou a expressão fechada de Neymar nos jogos, e a comparou à dos jogadores da NBA, que comemoram as cestas "com raiva". Para o jornalista, este perfil é distante dos demais ídolos brasileiros, como Ronaldo Fenômeno e Pelé.

Para o jornalista, Neymar teria recebido a Bola de Ouro, prêmio dado ao melhor jogador do mundo em uma temporada, "se tivesse levado a vida dele de outra forma". Uchôa ainda afirmou que não acredita no hexacampeonato da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2022, no Qatar.

"É uma pena. Se ele não ganhar essa Copa, e eu não vejo a seleção brasileira hoje jogando futebol para ganhar a Copa do Mundo, ele vai passar não tendo sido escolhido o melhor o mundo, quando o Kaká foi. O Kaká foi ótimo, mas não jogava essa bola [que o Neymar joga]. Uma pena que o Neymar não tenha se dado esse prêmio, que acho que ele teria merecido, e teria condições para isso, se tivesse levado a vida dele de outra forma", completou o jornalista.

Referência do jornalismo, Uchôa deixou o Grupo Globo em novembro, após 34 anos, para desenvolver novos projetos. Durante sua carreira, ele cobriu várias edições dos Jogos Olímpicos e de Copas do Mundo, foi correspondente em Londres (ING) e Paris (FRA) e esteve na cobertura de oito guerras.

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