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Ex-ministro da Sérvia diz que Djokovic virou bode expiatório na Austrália

Novak Djokovic foi defendido pelo ex-ministro sérvio Vuk Jeremi? contra conduta de governo australiano - Getty Images
Novak Djokovic foi defendido pelo ex-ministro sérvio Vuk Jeremi? contra conduta de governo australiano Imagem: Getty Images

Do UOL, no Rio de Janeiro

14/01/2022 21h23

O ex-ministro de relações do exterior da Sérvia Vuk Jeremi disse nesta sexta-feira que o tratamento que o compatriota Novak Djokovic tem recebido na Austrália é "escandaloso". O tenista não apresentou os documentos necessários de vacinação contra a covid-19, teve o visto cancelado e trava batalha judicial para participar do primeiro grand slam do ano, em Melbourne.

Segundo ele, Djokovic virou bode expiatório já que o caso tornou-se totalmente político em poucas horas. O ex-ministro lembra que o tenista havia conversado com as autoridades australianas previamente e recebido uma autorização para entrar no país. Jeremi define como um erro o fato de o atleta ter concedido entrevista ao L'Equipe, da França, mesmo após ter testado positivo, mas que a situação já saiu do controle.

"A conduta do governo australiano em relação a ele [Djokovic] foi totalmente escandalosa. Ele só viajou a Melbourne após cumprir todos os critérios pré-definidos pelas autoridades. Certos políticos decidiram pular sobre isso e criaram a situação na mídia. Todos os outros participantes do torneio que obtiveram a isenção médica do mesmo painel médico obtiveram o mesmo visto e entraram na Austrália sem impedimentos. Novak foi escolhido como bode expiatório por oportunistas políticos", disse Jeremi à revista Newsweek.

"Ficar retido em um aeroporto por horas... Se essa é a maneira de tratar as pessoas que não estão na lista da Interpol, procuradas por crimes internacionais ou viajando com documentos falsos, então, depois de todos os meus anos de relações internacionais, eu, realmente, não entendo como o mundo funciona", completou o ex-ministro sérvio.

Entenda o caso

Djokovic entrou no país em 5 de janeiro sem se vacinar, alegando que testou positivo para covid-19 em 16 de dezembro —o estado de Victoria (onde está situada Melbourne, a sede do Grand Slam) determinou que só pessoas vacinadas poderiam entrar parar jogar o torneio.

Ao desembarcar no aeroporto, ele foi parado pela polícia alfandegária por não apresentar todos os documentos necessários para justificar a entrada no território australiano. Djoko teve o visto inicialmente cancelado por representar risco para a saúde pública, mas entrou na Justiça e ganhou o direito de entrar no país.

Desde então, havia expectativa para saber se o ministro da Imigração Alex Hawke cancelaria o visto do sérvio, o que aconteceu nesta sexta-feira. Agora, além de correr o risco de ser deportado, o tenista pode ser impedido de entrar na Austrália por três anos.

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