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F1: Mercedes rescinde com patrocinadora após pressão de Hamilton; entenda

Hamilton venceu o GP de Jeddah com uma patrocinadora controversa em seu carro da Mercedes - Divulgação
Hamilton venceu o GP de Jeddah com uma patrocinadora controversa em seu carro da Mercedes Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

08/12/2021 12h41

Durou pouco o patrocínio da empresa irlandesa Kingspan à Mercedes na Fórmula 1. O contrato que valeria para as duas últimas corridas desta temporada foi encerrado hoje (8) após muita pressão externa e até um ultimato de Lewis Hamilton. A rescisão foi anunciada pela própria equipe.

"Ambas as partes concluíram ser inapropriado seguir com a parceria neste momento, ainda que a intenção seja de impacto positivo, portanto concordamos em encerrá-la com efeito imediato", diz o comunicado divulgado pela Mercedes nesta manhã.

O patrocínio foi controverso desde o início, porque a Kingspan é investigada na Inglaterra -país-natal de Hamilton- por possível negligência e responsabilidade em um incêndio que matou 72 pessoas em Londres, em 2017. Na "tragédia da Torre Grenfell", como o episódio ficou conhecido, o fogo se espalhou rapidamente porque o revestimento das paredes era considerado inseguro -parte deste material havia sido fornecido pela Kingspan.

Quando a empresa anunciou a parceria com a Mercedes na semana passada, grupos que representam as vítimas da tragédia reagiram rápido na Inglaterra. No domingo (5) a marca chegou a ser exibida nos carros de Hamilton e Valtteri Bottas no GP de Jeddah, na Arábia Saudita, mas a repercussão negativa fez a equipe de F1 recuar -Toto Wolff chegou a escrever uma carta pedindo desculpas aos familiares de vítimas da Torre Grenfell.

Questionado sobre o assunto, Hamilton disse ter sido pego de surpresa e fez um ultimato velado. "Infelizmente meu nome está associado à marca porque apareceu no meu carro. Mas, se vai mesmo permanecer para Abu Dhabi, veremos", afirmou.

Na última corrida do ano, Hamilton precisa pontuar mais do que Max Verstappen (Red Bull Racing) para se tornar octacampeão mundial da Fórmula 1. Os dois candidatos chegam à corrida decisiva empatados em pontos no Mundial de Pilotos, algo inédito desde 1974, mas o holandês tem vantagem nos critérios de desempate (uma vitória a mais). O final de semana em Abu Dhabi começa com os treinos livres desta sexta-feira (10), às 6h30 e 10h (de Brasília), e a corrida começa às 10h de domingo (12).

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