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Karine Alves repete Celsinho e veste camisa de organização antirracista

Apresentadora Karine Alves veste camisa do Observatorio Racial no "Troca de Passes" - Reprodução/Sportv
Apresentadora Karine Alves veste camisa do Observatorio Racial no "Troca de Passes" Imagem: Reprodução/Sportv

Do UOL, em São Paulo

18/11/2021 23h24

No dia em que o STJD abrandou a punição ao Brusque no caso de racismo contra o meia Celsinho, do Londrina, a apresentadora Karine Alves, do SporTV, vestiu a camisa do Observatório da Discriminação Racial no Futebol no "Troca de Passes" da noite de hoje. Ela protestou contra o racismo na modalidade.

Logo na abertura do programa, Karine disse que está "incomodada" e "revoltada" com a decisão do STJD. A camisa usada pela apresentadora foi vestida por Celsinho durante o julgamento desta quinta-feira, que devolveu pontos ao Brusque na tabela da Série B do Brasileirão.

"Estou, sim, com a camisa do Observatório da Discriminação Racial. Se o Celsinho colocou essa camisa hoje nesse julgamento, eu também visto essa camisa contra o racismo. Esse é o recado que a gente quer passar hoje aqui", disse a apresentadora.

"É difícil às vezes falar de futebol num dia como esses. Confesso que fiquei muito incomodada, estou muito revoltada. A gente não pode mais ficar nessa discussão de o que é e o que não é racismo. O que é a gente já sabe. Temos que fazer essa discussão andar e dar nomes às pessoas que ainda não se conscientizaram", acrescentou.

Na tarde de hoje, o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) devolveu ao Brusque os pontos na tabela da Série B do Campeonato Brasileiro. O clube de Santa Catariana havia sido punido por injúria racial contra o meia Celsinho, em agosto deste ano.

Em publicação nas redes sociais na tarde de hoje, o Londrina ressaltou que "independente de qualquer julgamento, a nossa luta continuará". A decisão do STJD foi tomada após o Brusque entrar com um recurso para reverter a perda dos pontos.

Apesar da devolução dos pontos, as punições financeiras contra o clube e o dirigente Júlio Antônio Petermann, autor das ofensas proferidas contra Celsinho, foram mantidas. A multa para o clube é de R$ 60 mil. Já Petermann recebeu uma suspensão de 360 dias e multa de R$ 30 mil.

Relembre o caso

Durante a partida realizada no dia 28 de agosto, Celsinho afirmou que foi chamado de "macaco" por uma pessoa ligada ao Brusque — o Londrina chegou a divulgar um vídeo em que é possível ouvir a ofensa.

Na súmula, o árbitro Fábio Augusto Santos Sá Junior registrou que um membro da delegação do time catarinense disse para Celsinho "cortar esse cabelo, seu cachopa de abelha". Vale ressaltar que comentários a respeito do cabelo crespo de pessoas negras são considerados como injúria racial.

Inicialmente, o Brusque negou as injúrias e acusou Celsinho de "falsa imputação de crime". Posteriormente, o clube admitiu o erro e divulgou um novo comunicado com pedido de desculpas. Além disso, o funcionário que cometeu as injúrias foi afastado pelo clube.

No último mês, atletas e funcionários do Brusque divulgaram uma nota pedindo que o STJD reconsiderasse a perda de pontos, o que aconteceu nesta quinta-feira.

O Brusque, que lutava contra o rebaixamento para a Série C, subiu para a 14ª colocação, com 44 pontos, após reverter a decisão do STJD. O Londrina, com 41, é o 17º, está na zona de descenso.

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