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Italo Ferreira estreia na Laje de Jaguaruna, a 'maior onda do Brasil'

Italo Ferreira surfa a onda da Laje de Jaguaruna (SC), que não estava em suas melhores condições - Douglas Matos/Divulgação
Italo Ferreira surfa a onda da Laje de Jaguaruna (SC), que não estava em suas melhores condições Imagem: Douglas Matos/Divulgação

Marcello De Vico

Colaboração para o UOL, em Santos (SP)

23/09/2021 10h27

Medalha de ouro em Tóquio e campeão mundial de 2019, Italo Ferreira aproveitou o tempo livre para fazer o que mais gosta: surfar, é claro. E o surfista potiguar não foi atrás de qualquer onda; ele marcou presença, pela primeira vez, na Laje de Jaguaruna, em Santa Catarina, considerada por muitos 'a maior onda do Brasil' e até apelidada de 'Nazaré brasileira' pelos locais.

"Não conhecia a cidade. A onda tem potencial. Infelizmente, o vento estava muito forte, mas deu para sentir a onda, deu para pegar algumas e dar umas manobras, fiquei amarradão de conhecer esse lugar. Parece que a direita, o tubo da direita, é a melhor onda. No swell certo, no momento certo, pode ser incrível e espero estar por perto", disse Italo Ferreira a Luís Antônio dos Reis, do Jagua Boys, equipe de surfistas de ondas gigantes de Jaguaruna.

Em entrevista ao UOL Esporte, Thiago Jacaré, local de Jaguaruna e um dos principais nomes do big surfe brasileiro, contou como surgiu a oportunidade de levar Italo para surfar a onda - que não estava com as melhores condições - e disse ainda que ele 'surfou como ninguém nunca surfou' no local.

"O Italo está de férias. Ele foi na casa de um amigo dele, o Ariel, que mora na Praia do Rosa, e eles estavam vindo para o Farol [de Santa Marta, onde fica a Praia do Cardoso, pico de ondas gigantes] e o Ariel me ligou perguntando se teria disponibilidade para fazer uma sessão de tow-in [com o jet-ski] com o Italo. Eu falei que não estava no Farol e estava na Laje da Jagua, porque ia quebrar lá. Eles perguntaram se tinha uma vaga porque o Italo ficou amarradão de conhecer, e ele veio. Esperamos com a equipe do Jagua Boys e montamos toda uma logística", disse o surfista.

"Puxei ele em umas 15 ondas. Ele botou para baixo, e surfou prancha de remada de meio metro, e sem colete. Eu ofereci o colete e uma prancha de tow-in, e ele disse: 'Não, quero treinar com a minha. Não vou cair'. Mesmo assim ele foi, chegou no pico e representou", acrescentou.

Surfou como eu nunca tinha visto ninguém surfar no pico, nem os melhores de ondas grandes. Ele pegou uma onda gigante que não foi registrada... Saiu amarradão do pico e se apaixonou pela direita que não pegou. E quer voltar para conhecer a direita da Laje

Amor por ondas grandes

Ir atrás de ondas gigantes não é uma novidade para Italo Ferreira. Em janeiro de 2020, ele surfou pela primeira vez em Nazaré (veja o vídeo abaixo), em Portugal, palco das maiores ondas do mundo e onde outro brasileiro, Rodrigo Koxa, pegou a maior onda já surfada na história.

Ítalo gostou tanto da experiência que repetiu a dose meses depois. Em outubro do mesmo, ele se juntou a experientes big riders (surfistas de ondas grandes) como Alemão de Maresias, Lucas Chumbo e Caio Vaz para domar as montanhas de água de Nazaré mais uma vez.

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