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OPINIÃO

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Gomes: "Acidente com Hamilton foi lucrativo para Verstappen"

Do UOL, em São Paulo

12/09/2021 13h20

O GP da Itália deste domingo (12) foi histórico para a McLaren. A escuderia fez a dobradinha no circuito de Monza, com a vitória de Daniel Ricciardo e o segundo lugar para Lando Norris. A corrida foi marcada pela batida entre Max Verstappen e Lewis Hamilton. Líder do Mundial de Pilotos, o holandês aumentou para cinco pontos a vantagem para o britânico graças ao resultado do sprint qualifying no sábado.

No Fim de Papo F1, live pós-corrida do UOL Esporte - com os jornalistas Fábio Seixas e Flavio Gomes - os comentaristas analisaram a corrida e, claro, destacaram o acidente entre Verstappen e Hamilton.

"Se o Hamilton ficasse na frente do Verstappen, não perderia mais a posição para ele. No fim das contas, o acidente foi lucrativo para Verstappen, que deixou de perder vários pontos. Após um fim de semana intenso, a diferença subiu para cinco pontos. É praticamente um empate técnico nessa altura do campeonato e ainda temos muitas provas pela frente", analisou Gomes.

Para Seixas, não houve intenção do piloto da Red Bull em causar o acidente. "Ninguém está dizendo que ele foi mau caráter ou quis arriscar a vida do Hamilton. Talvez tenha sido imprudente. Imagino que não tivesse na cabeça a consequência que aquela forçada de barra teria. Acho apenas que, com um campeonato bastante apertado, talvez teria sido mais inteligente para o Verstappen tirar o pé e tentar de novo mais para a frente. Da maneira como aconteceu, poderia ter aumentado a liderança dele", opinou.

Gomes destacou a importância do halo para que não houvesse algo pior com Hamilton, já que o carro de Verstappen ficou praticamente em cima dele. "A Red Bull não contava com o péssimo pit stop que acabou levando a esse encontro na pista. Era muito possível que isso não acontecesse na corrida. Hoje houve um acidente sério. Apesar da discussão ser válida, se alguém foi culpado ou não, poderia ter acontecido consequências seríssimas não fosse o halo, que salvou a vida do Hamilton", enfatizou.

Na visão de Seixas, o piloto da Red Bull poderia ter evitado o choque. "O assoalho do carro do Verstappen acerta o halo e, se não fosse ele, acertaria a cabeça do Hamilton. Os dois já se encontraram algumas vezes nesse ano. Silverstone foi um divisor de águas, porque nenhum dos dois aliviou. Nas vezes anteriores, o Hamilton aliviou. Hoje, não houve nem o caso do Hamilton aliviar ou não. Ele já estava na preferência da curva. O Verstappen continuou insistindo e aí o choque acontece. Nenhum deles poderia prever que o carro decolaria daquele jeito. O Hamilton deve ter pensado 'a posição é minha' e o Versrappen não quis tirar o pé", comentou.

Gomes acha que a acirrada disputa entre os dois pelo título não permite que um deles levante o pé do acelerador. "A história de aliviar vale quando o piloto tem muito a perder. O problema é que eles estão praticamente empatados no campeonato. Estamos vivenciando a história sendo escrita por dois pilotos que, parece, não estão dispostos a aliviar em situação nenhuma. Eles estão com as armas na mão. No caso específico de hoje, era algo que poderia ser evitado se o Verstappen tirasse um pouco o pé. Ao mesmo tempo, ele não jogou o carro para cima do Hamilton", disse.

Seixas reconheceu a qualidade do holandês, mas acha que o piloto da Red Bull ainda deve aprimorar alguns pontos. "O Verstappen errou. Ele é um baita piloto, futuro campeão mundial, mas tem que saber que, às vezes, é preciso ceder. Nem sempre dá para ganhar", concluiu o colunista.

Não perca! A próxima edição do Fim de Papo F1 será em 26 de setembro, logo após o GP da Rússia.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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