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Bonitão de Brincando com Fogo estuda neurociência e sonha com NFL

Chase DeMoor é jogador de futebol americano e participou da segunda temporada do reality Brincando com Fogo - Reprodução
Chase DeMoor é jogador de futebol americano e participou da segunda temporada do reality Brincando com Fogo Imagem: Reprodução

Flavio Latif

Do UOL, em São Paulo (SP)

09/07/2021 04h00

No final do mês de junho, a Netflix disponibilizou em seu catálogo a segunda temporada de Brincando com Fogo — reality apresentado por uma assistente virtual (Lana), que traça regras ao elenco que devem ser seguidas. Se os participantes se envolverem em qualquer contato sexual na ilha, o prêmio que começa em US$ 100 mil vai diminuindo em cada infração.

Um dos integrantes desta nova temporada é Chase DeMoor, jogador profissional de futebol americano nascido em Seattle, Washington. Em entrevista exclusiva ao UOL Esporte, o atleta de 25 anos afirmou que quer terminar a sua graduação em neurociência e quer voltar à NFL — principal liga esportiva profissional de futebol americano dos Estados Unidos. Por conta da idade um pouco mais avançada, ele já não joga as competições universitárias.

"Estava estudando Neurociência, minha graduação era em terapia de relacionamento e desenvolvimento adolescente. Quando parei de jogar futebol americano universitário consegui uma oportunidade de jogar profissionalmente", disse.

"Nunca terminei a minha graduação, mas estou no processo de terminar. Então sim, tecnicamente ainda estou na faculdade, mas não, não jogo mais futebol americano universitário", explicou.

Chase tem 1,96m, é um defensor e disputou recentemente a Spring League, uma liga de desenvolvimento de futebol americano. Após se destacar pela Central Washington Wildcats, time universitário, ele recebeu a oportunidade de trabalhar com o Seattle Seahawks, da NFL. Hoje ele está no aguardo de ser chamado para alguma equipe da principal liga do esporte.

Chase - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

"Quando saí da faculdade tive a oportunidade de trabalhar para um dos times da NFL, o Seattle Seahawks, um dos principais times do meu estado. Acabei também sendo chamado pela liga canadense, mas a pandemia cancelou todos os meus planos. Fui draftado pela Spring League, uma das ligas de desenvolvimento da NFL, onde vários jogadores muito bons jogam uns contra os outros. Se você é muito bom, acaba sendo chamado para a NFL. Agora estou meio que em espera, esperando que um time me escolha e eu possa jogar por eles", afirmou.

O atleta ainda falou sobre o preconceito que ouviu das arquibancadas por ter participado do 'Brincando com Fogo'. Ele relatou que por ter demonstrado seu lado mais sensível no tempo de reality, já ouviu de torcedores coisas como: "o cara do reality" e "o cara da Netflix". No entanto, isso não afeta o desempenho de Chase, que tem como objetivo servir de inspiração para as crianças.

"Na Spring League dava para se ouvir da arquibancada do time adversário coisas como "o cara do reality" ou "o garoto da Netflix". Eles não te levam a sério porque já viram seu lado mais sensível. O esporte é uma das coisas mais emocionantes que você pode fazer, mas por outro lado é uma emoção diferente. Muitos dos atletas, principalmente aqui nos Estados Unidos, são durões e trabalham muito duro", disse.

"Mas ainda assim, de alguma forma, consigo ter um bom rendimento. Acabo recebendo muito hate por causa disso. No final das contas, não entro em campo para agradar os adultos, quero servir de inspiração para as crianças", concluiu.

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