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"Futebol feminino não precisa copiar masculino", diz apresentadora da ESPN

Mariana Spinelli, apresentadora do SportsCenter, da ESPN - Divulgação
Mariana Spinelli, apresentadora do SportsCenter, da ESPN Imagem: Divulgação

Bernardo Gentile

Do UOL, no Rio de Janeiro

16/05/2021 04h00

Entusiasta do futebol feminino, Mariana Spinelli, apresentadora do SportsCenter, da ESPN, acredita que a modalidade tem potencial para trilhar um caminho próprio. Na visão dela, não há necessidade de copiar todas as coisas vistas no futebol masculino.

"Em termos de popularidade, meu desejo é que o feminino se iguale ao masculino, mas não quero que seja uma cópia. Tem coisas e hábitos do masculino que não acho interessante replicar no feminino. É possível ser um ambiente muito mais saudável. Pode ser um espaço muito mais acolhedor", explica.

"O feminino deve seguir uma ideia, ser popular, mas por que não pegar um movimento geracional, de internet, streaming, redes sociais, um ambiente muito mais inclusivo e menos preconceituoso, e transformar o futebol feminino? Deixe-o caminhar com as próprias pernas. Tem um potencial muito grande", prossegue.

Mariana - Divulgação - Divulgação
Mariana Spinelli, apresentadora do SportsCenter, da ESPN
Imagem: Divulgação

O futebol feminino briga há anos por mais espaço na imprensa e também entre os torcedores. A Copa do Mundo de 2019, vencida pelos Estados Unidos, teve um papel importante na popularização da modalidade, assim como a regra que exige que os times masculinos tenham equipes femininas para participar da Libertadores, por exemplo.

Mariana admite ter ficado surpresa com a força demonstrada pelo esporte mesmo depois de passada a onda da Copa do Mundo de 2019. "Eu entendo que agora a roda está girando de uma forma mais orgânica. Os grandes eventos sempre impulsionam o esporte, mas pensei que a pandemia pudesse fazer o futebol feminino sofrer um pouquinho. Ainda bem que queimei a minha língua".

Liga dos Campeões terá um vencedor diferente

Além de apresentar o SportsCenter, Mariana Spinelli também participa das transmissões da Liga dos Campeões feminina. Ela será a comentarista da final de hoje, às 16h (de Brasília), entre Chelsea e Barcelona.

"Estou com a ansiedade a mil. Ano passado, também comentei a final, mas a proporção dessa Champions é bem maior. Pelo peso das equipes que estão na final, pela queda do Lyon, o grande bicho-papão do futebol feminino", explica.

Campeão das últimas cinco edições, o Lyon foi eliminado pelo PSG nas quartas de final desta temporada. Barcelona e Chelsea jogarão por um título inédito para as duas equipes.

"É um privilégio, essa é a palavra. Eu penso na Mariana que ama esse esporte antes de ser jornalista e serei uma das quatro pessoas que estará nessa transmissão. É um momento que guardo, levo comigo, marco no calendário. É essa final para mim", completa Mariana.

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