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Rodrigo Capelo diz que Bolsonaro acertou ao criticar questão do Enem

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) - Alexandre Neto/Photopress/Estadão Conteúdo
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) Imagem: Alexandre Neto/Photopress/Estadão Conteúdo

Colaboração para o UOL, em São Paulo

19/01/2021 11h53

O jornalista Rodrigo Capelo, do Grupo Globo, afirmou que Jair Bolsonaro acertou ao criticar a questão do Enem envolvendo as diferenças salariais entre Neymar e Marta - o presidente disse que se trata de uma questão de mercado.

Para Capelo, a comparação feita na questão é equivocada na essência e a resposta que seria a correta também oferece uma explicação superficial sobre a diferença de remuneração entre jogadores e jogadoras de futebol.

"Infelizmente, o Bolsonaro está certo. Ele disse que é uma questão de mercado e está certo", disse Rodrigo Capelo em participação no Redação SporTV.

"Neste caso aqui (questão do Neymar x Marta), viajaram. A comparação dos salários entre eles é equivocada em sua essência e, quando você tenta aprimorar isso, com gols, trazendo o custo de gols, é contraprodutivo. A resposta é ainda pior. A resposta que está correta diz que a maior remuneração aos jogadores é por conta de uma identidade masculina do futebol. Mas não é só isso. Não é só uma questão de vontade. Não é só valorizar a mulher que vamos ter salários iguais", continuou.

O jornalista entende que uma questão mais produtiva para o Enem envolveria uma análise histórica dos motivos da disparidade salarial e apontando para caminhos que possam elevar o patamar das equipes femininas.

"Tem um mercado por trás em que o PSG, que remunera o Neymar, fatura 500 bilhões de euros por ano, enquanto tem time feminino que não fatura nada porque não tem quem pague quantias relevantes por direitos de transmissão, tem poucos patrocinadores, as bilheterias, às vezes, são com ingresso grátis. O futebol feminino tem dificuldade de se sustentar. A comparação toda me parece tonta. Não gosto disso, mas a realidade é essa", analisou.

"Acho que seria mais produtivo estudar o porquê desta diferença e os caminhos para o futebol feminino chegar a um estágio melhor", completou.

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