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Ex-mulher rebate Alê Oliveira e reafirma relação abusiva: "É muito difícil"

Do UOL, em São Paulo

10/12/2020 13h22

Tereza dos Santos, ex-mulher do comentarista Alê Oliveira, do Esporte Interativo, se pronunciou no Instagram horas depois de as brigas judiciais dos dois virem à tona por meio de uma reportagem do UOL Esporte.

"Eu disse que ficaria ausente das redes sociais, mas mediante a matéria do UOL, não existe a mínima possibilidade de eu não vir falar com vocês. Desde que eu me separei, meu Instagram vem em uma batalha muito grande falando da mulher, da autoestima, da liberdade da mulher, da voz da mulher, e obviamente sobre relacionamentos abusivos", iniciou.

No vídeo, ela alegou que seu processo de separação foi demorado por não entender que estava dentro de um relacionamento abusivo - os dois conviveram por 15 anos.

"Nunca usei o meu relacionamento para exemplificar nada por questões do meu divórcio. Não estou no litígio, sou uma mulher divorciada, o meu divórcio já aconteceu. Gente, é muito difícil você assumir um relacionamento abusivo. É difícil você entender que está dentro de um, é muito complicado. Por isso que eu disse: 'personagens da internet não fazem parte da vida real'. Precisamos parar com isso", prosseguiu Tereza.

Na sequência do depoimento, a ex-mulher de Alê minimizou o fato de ele ter enviado ao UOL imagens de publicações da então esposa tendo o comentarista "como exemplo de marido, pai e padrasto".

"Não é o fato de serem compartilhadas fotos ou declarações que foram feitas dentro de um relacionamento que vai dizer que aquele relacionamento não tenha sido abusivo. A gente demora para entender. A mulher demora para entender que aquilo não pode acontecer, que aquilo é doloroso, que não é legal."

"Qual é o lado mais forte?"

Tereza ainda abordou a falta de apoio às mulheres vítimas de abuso, citando que, em muitos casos, elas são desacreditadas pela sociedade.

"Muitas vezes, depois de anos, quando você toma consciência, não consegue sair [de um relacionamento abusivo], porque você depende financeiramente, emocionalmente... Você está ali é muito complicado, não é simples [dizer] 'vou denunciar, vou sair'. Têm mulheres que não têm grupo de apoio, que estão tão dentro que elas não têm... e se vão, são desacreditadas e colocadas como loucas."

"É claro que relacionamentos têm dois lados. É óbvio. Mas qual é o lado mais forte? Qual o lado que exerce o poder de submissão para deixar o outro submisso? É isso que a sociedade precisa começar a entender", finalizou.

Entenda o caso

Alê Oliveira foi às redes sociais há três dias para dizer aos seus 1,6 milhão de seguidores que estava impedido por Tereza de encontrar a filha do casal, que tem 12 anos de idade.

O caso teve grande repercussão e, em resposta, Laís Adriane, filha de Tereza anterior ao relacionamento com Alê, postou stories no Instagram indicando que o ex-padrasto manteve com sua mãe um relacionamento abusivo.

Alê Oliveira tem uma filha de 12 anos, fruto do relacionamento com Tereza - Reprodução/UOL - Reprodução/UOL
Alê Oliveira tem uma filha de 12 anos, fruto do relacionamento com Tereza
Imagem: Reprodução/UOL

O UOL Esporte apurou que, entre 2008 e 2020, Tereza registrou seis ocorrências policiais por violência doméstica contra o ex-marido.

Foram registradas ocorrências por violência doméstica contra Alê Oliveira duas vezes em 2008 - uma na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher, outra na delegacia do 14º Distrito Policial. Em 2009, o registro foi na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher. Fato que se repetiu em 2011, no 28º DP, e em 2013, na 6ª Delegacia de Defesa da Mulher. A última queixa ocorreu em junho deste ano, na 3ª Delegacia de Defesa da Mulher.

O teor integral das ocorrências é protegido por segredo de Justiça. Em contato com a reportagem, Alê Oliveira minimizou os casos e afirmou que os boletins são registros unilaterais de uma relação que teve "ofensas verbais mútuas"

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