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Reginaldo Leme crê em F1 na TV aberta e sem Globo: "Se quiserem, estou aí"

Reginaldo Leme, em seu apartamento em São Paulo - Marcus Steinmeyer/UOL
Reginaldo Leme, em seu apartamento em São Paulo Imagem: Marcus Steinmeyer/UOL

Brunno Carvalho

Do UOL, em São Paulo

22/10/2020 04h00

Resumo da notícia

  • Reginaldo Leme deixou a Globo no fim de 2019, depois de mais de 40 anos na emissora
  • Desde que deixou a Globo, ele tem se dedicado a seu canal no YouTube
  • Nova dona dos direitos de transmissão, a Rio Motorsports ainda negocia com emissoras da TV aberta

Fora da TV desde o fim de 2019, Reginaldo Leme acompanha de longe os rumos que a transmissão das corridas de Fórmula 1 tomará no próximo ano. A Globo desistiu dos direitos da principal categoria do automobilismo, que agora pertencem à Rio Motorsports, que negocia para que os GPs permaneçam em TV aberta.

"A gente tem um certo receio [com a saída da Globo], porque, afinal de contas, Globo é Globo. O impacto é maior. Mas eu acredito que alguma outra TV aberta vá pegar os direitos de transmissão", afirmou ao UOL Esporte, durante evento de lançamento do Mundial de Kart, em São Paulo.

Reginaldo deixou a Globo no fim de 2019 em mútuo acordo. Dedicado ao seu canal no YouTube, intitulado "AutoMotor por Reginaldo Leme", o comentarista não descarta um retorno à TV aberta.

"A Fórmula 1 vai ter público de todo jeito e seja quem for que tiver os direitos. Eu estou esperando para ver o que acontece. Para onde for, se me quiserem, eu estou aí", disse.

"Estou disposto a voltar. Não gostaria de viajar muito apenas. Adoro viajar e, hoje, viajaria quantas vezes me mandarem se eu estiver trabalhando, mas eu acharia muito legal fazer umas seis corridas viajando. Ainda mais agora que tem pares de corridas, se fizer quatro, cinco viagens, cobre oito corridas. Acho que quem comprar vai fazer isso, porque é humanamente impossível e economicamente inviável você mandar correspondente para 22 corridas", prosseguiu.

Como mostrou o UOL Esporte recentemente, a Rio Motorsports tem como prioridade tentar um acordo para televisão aberta, por desejo da Liberty Media. A dona da Fórmula 1 sabe que é muito importante para as suas ambições manter a exposição para o grande público, até pela tradição das transmissões no país desde os anos 1970. A Rio Motorsports também quer essa manutenção por pedido de possíveis parceiros.

A principal negociação é com o SBT. A emissora de Silvio Santos estuda aumentar o seu portfólio na volta da cultura esportiva no canal, com a chegada da Copa Libertadores da América. O faturamento que a principal categoria de automobilismo carregaria ao SBT também é desejado nesse momento difícil que o SBT passa, com diversas demissões. Em menor escala, a Rio Motorsports conversa com a própria Globo e a Band.

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