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Cartolouco diz que Globo é 'muito coxinha': 'É sempre tudo parecido'

A Fazenda 2020: Cartolouco em dia de eliminação - Reprodução/RecordTV
A Fazenda 2020: Cartolouco em dia de eliminação Imagem: Reprodução/RecordTV

Colaboração para o UOL, em São Paulo

21/10/2020 11h10

Demitido do Grupo Globo em abril, o repórter Lucas Strabko, conhecido como Cartolouco, disse que a emissora é 'muito coxinha'. O jornalista afirmou que quando começou a fazer coisas muito diferentes do padrão, acabou sendo demitido.

"A Globo é muito 'coxinha', de seguir um padrão, ter fazer tudo no jeito deles. Eu pensei que se eu não fizesse algo diferente ali, eu nunca teria destaque. Comecei a 'meter o louco' ali e fui mandado embora. Mas foi legal. (...) É sempre tudo parecido com os jogadores, as mesmas perguntas. Eu queria aproximar o jogador com o público. E deu certo. As matérias davam muita audiência. Tem gente na Globo que tem medo do povo, parece. Não se misturam com arquibancada, com organizada", disse Cartolouco em entrevista ao Pânico, da Rádio Jovem Pan.

Cartolouco enumerou alguns episódios que, segundo ele, contribuíram para sua saída da Globo, passando pela famosa guerra de álcool em gel e por episódios envolvendo declarações polêmicas sobre times brasileiros com grande torcida.

"A guerra de álcool em gel ajudou a ser demitido. Isso aí viralizou. Eu pensei: 'ninguém vê Redação SporTV, vou fazer a guerra de álcool em gel aqui'. Foram dez segundos. E viralizou. Foi muito legal. E antes da pandemia ainda. Também teve a vez que eu chamei o Fortaleza de 'pequenininho'. Quase fui mandado embora. Cheguei a ser ameaçado de morte pela torcida. A torcida do Ceará me ama. Mas a do Fortaleza me odeia. Não posso pisar no Beach Park. (...) Ao vivo, eu virei o símbolo do Fluminense de ponta cabeça e falei que só ia desvirar se pagasse a Série B. Tomava bronca por todas essas coisas", acrescentou.

'Robinho não pode voltar como ídolo'

Na mesma entrevista, Cartolouco falou sobre Robinho. Na opinião do jornalista, o atacante não pode voltar ao Santos como ídolo e nem voltar a atuar como jogador de futebol enquanto não provar sua inocência.

"O Robinho foi condenado na Itália. Ele é culpado juridicamente. As pessoas públicas têm que servir de exemplo para as outras. Se o Robinho realmente estuprou a pessoa, ele tem que pagar. Não pode voltar para o Santos como ídolo, querido pela torcida. E ninguém pergunta da mulher. Ela sofreu um estupro e esqueceram dela. Ela sumiu da história", afirmou.

"O Santos agiu bem. Se o Robinho não provar que não fez nada, não pode ter um trabalho público. Que sirva de exemplo para as pessoas. O Robinho era meu ídolo de moleque. Não é correto tomar uma pessoa dessa como exemplo. Tem que ficar claro o que aconteceu. Se ele provar que não fez nada, volta a jogar bola. Mas ele já está condenado, não pode jogar agora", complementou.

Para Lucas Strabko, não há uma campanha de difamação contra Robinho, como o próprio jogador alegou, dizendo se sentir como Bolsonaro. O jornalista entende que o atacante tentou entrar nessa narrativa para conquistar a simpatia do público.

"Não acho que tem uma campanha de difamação contra ele. O jornalismo precisa render. O Robinho é assunto. Hoje, ele só é milionário porque o futebol é transmitido pela Globo, porque tem muito patrocínio, porque o futebol rende muito dinheiro. O ônus da profissão é se tornar uma pessoa pública. E ele tem que saber disso. O Robinho se apropriou dessa história Bolsonaro x Globo para ver se o pessoal comprava a ideia dele, mas ele não tem nada a ver com isso", completou.

Entre setembro e outubro, Cartolouco participou da 12ª edição do reality show A Fazenda, da TV Record. Ele foi o quarto participante eliminado.

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